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fevereiro 17, 2006

Assim eu fico com saudades

Não precisava ser simpático, não precisava bancar o amigo. Mas ele faz parte daquela estirpe maravilhosa de pessoas, especialmente encontráveis no Rio, que são simpáticas porque sim, amáveis porque não sabem outra forma de se relacionar, felizes porque não conhecem outra forma de viver. Sentem-se privilegiadas, senão por outra razão, porque simplesmente vivem na cidade mais bela do mundo. Ganham mais sol no rosto que os outros. E bastam-se com isso sem muita ambição.

Hermano falava do Guinga, mas podia ser de muita gente que eu abandonei, e que parece nunca se extinguir (apesar da gente ficar cabreiro toda vez que morre um belo exemplar, como Otelo Caçador, no desconforto de que não venha ninguém a sucedê-lo; "no dia que o Jamelão morrer, eu me mato", Cláudio Reston), a despeito da sistemática destruição pela qual a cidade do Rio de Janeiro passou nos últimos 30 anos.

Escrito por Rafael | fevereiro 17, 2006 05:00 AM

Comentário

oi, rafael,
tudo bom? tenho acompanhado a tua saga na terra nova. tá bem interessante.

aqui, tá apenas calor. e tem o show dos stones:

DO ANSELMO GOIS:
http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/ancelmo.asp

Cinqüenta e cinco presos que cumprem pena em regime aberto (40 homens e 15 mulheres) venderão picolés e água da Nestlé, hoje, no show dos Stones.

[comentário anti-pc: contratados pro caso de faltar assaltante pra tanto público]

bjs
c.

Escrito por: cecilia | fevereiro 18, 2006 12:41 PM

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