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abril 26, 2006

Meu primeiro Dim Sum

Terça-feira foi feriado, dia da ANZAC (força expedicionária da Austrália e Nova Zelândia), e os asiáticos -- é melhor chamar de asiáticos, por mais jeito taxionômico que tenha, do que a japonesada -- chamaram para comer um típico Dim Sum de Hong Kong. Eu já tinha deixado passar pelo menos umas 3 chances de comer essa autêntica refeição chinesa em outras ocasiões e não quis deixar a oportunidade passar. Para quem não sabe, Dim Sum é uma espécie de rodízio de comida chinesa onde cada prato é servido em uma porção bem pequena, em geral de 3 unidades: podem ser bolinhos, enroladinhos, empanados, pasteizinhos, que por sua vez podem vir ou cozidos no vapor ou fritos por imenrsão em óleo quente. A maioria é feita à base de carne de porco ou camarão, mas peixe também serve como recheio. Tem um enroladinho de arroz em folha de lótus que me lembrou bastante do charuto de arroz árabe em folha de parreira, com a diferença que os chineses não comem a folha, apenas a desembrulham. Tem um bolinho de peixe cuja consistência, crocante por fora e macio por dentro, lembra demais o insuperável bolinho de bacalhau. Tem o wonton, que é uma espécie de pastelzinho cozido no vapor, bastante fácil de encontrar na feira da Liberdade, assim como um bolinho que parece feito de pão, recheado com carne. Enfim, se estiver num daqueles dias, dá para ficar o dia inteiro experimentando alternativas, até pé de galinha empanado -- mas um aviso: o Dim Sum cobra por prato pedido, não é preço fixo, o que significa que comer mais implica em pagar mais.

Muitos guias turísticos alertam para constantes armadilhas de restaurantes orientais que alegam fazer o típico Dim Sum e no final oferecer apenas um punhado de opções (o cardápio do restaurante onde fui tinha duas páginas, uma só com os cozidos, outras com os fritos). De certa forma, eviara até hoje por receio de cair numa armadilha e, em não sendo armadilha, de não saber pedir corretamente. Acompanhado por gente de Singapura e Kuala Lumpur, não teve erro. Lá pelas tantas, levantei a cabeça e só vi orientais no salão grande. Tive uma sensação parecida quando olhei ao meu redor numa certa noite do Pelourinho e além de mim, branco, só vi dois turistas alemães.

Depois rolou esticada a Fremantle, mas as exposições do Foto Freo 2006 estavam todas fechadas.

Escrito por Rafael | abril 26, 2006 09:28 AM

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