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julho 31, 2006

Daniel Piza se rende aos blogs

Mas folhetins eram também as seções, em geral no rodapé da primeira página e com corpo tipográfico maior, que misturavam crônicas sobre as artes, notas, aforismos e até receitas e anedotas políticas. Foi nessa época que os jornais, até então muito parecidos com livros ou panfletos, começaram a ganhar páginas de “variedades” e as revistas ilustradas começaram a surgir com o mesmo cardápio, bastante voltado ao público feminino então em expansão.
Foi dessa miscelânea de temas e gêneros, cuja proposta era tirar os debates das academias e trazer para os cafés, que nasceu o jornalismo cultural.
Quanto a mim, o que sempre me fascinou na tríade Millôr Fernandes, Paulo Francis e Ivan Lessa, (...) foi que fizessem isso na mesma coluna, recorrendo à combinação de textos longos e breves (...), em versões modernas do folhetim oitocentista. E por isso gosto cada vez mais desse novo-velho gênero que é o blog, o diário virtual, feito de “posts” ou notas (“Tomar notas é mais difícil que escrever”, dizia Ivan Lessa) organizadas por data, que estou praticando desde o mês passado.

Notável como, ao contrário dele e do Ivan Lessa, que se posicionaram a favor, fica a nítida impressão de que Mario Sergio Conti, Giron e Lucia Guimarães (os que foram contra) não se deram ao trabalho de conhecer nem contextualizar direito os blogs.

Escrito por Rafael | julho 31, 2006 11:30 PM

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