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setembro 28, 2006
Duas palhinhas
Para quem está com muuuuuita preguiça de ir ao fotolog, uma palhinha de cada cidade apenas para dar água na boca. Começando por Singapura:

Esse é o famosíssimo bar do tradicionalíssimo Hotel Raffles, um daqueles lugares que, se os turistas não tivessem trocado os ternos de linho por bermuda e óculos escuros, pareceria ter parado no tempo. Disse famosíssimo porque há mais ou menos uns 80 anos se prepara e bebe lá a batida à base de gin Singapore Sling, inventada por um barman chinês, a mesma que me abstive de beber em nome dos mais de 30 graus à sombra que fazia naquela tarde e que embalou muitos pileques de Sommerset Maugham, Noel Coward, Charles Chaplin, Rudyard Kipling e praticamente tudo que foi escritor ou artista que passou naquelas bandas no começo do século passado.

Entidade mística hindu com cara de macaco e pele azul, postada na frente de um templo hindu no qual só se entra descalço (leia a placa). Não entrei nesse, mas cheguei a entrar em outro, infinitamente colorido, dedicado à Kali, a entidade da destruição. A menos de um quilômetro de distância desse tinha uma igreja católica, e do outro, uma mesquita muçulmana. Há quem chame isso de multiculturalismo e tolerância, eu chamo de muvuca braba por falta de espaço para construir.

Conjunto habitacional típico da cidade, diria que 95% dos moradores habitam num poleiro desses. Um dos folhetos turísticos da cidade conta que nas décadas seguintes à II Guerra foi feito um replanejamento urbano para prover habitação ao novo contingente humano, unindo áreas verdes e qualidade de vida. Em suma, é isso aí que eles chamam de qualidade de vida em Singapura. Imensos blocos de apartamento, de fazer corar o paredão de concreto de Copacabana ou os condomínios da Barra da Tijuca. Esse é o preço que eles pagam para ter segurança, muitas áreas verdes dentro da cidade, trânsito razoavelmente organizado e nenhuma favela ou barraco nos limites urbanos. Você se mudaria?

Sacada de um hotel na entradinha de York, excelente lugar para ficar sentado o dia inteiro numa cadeira de balanço vendo exatamente nada acontecer.

Porta principal do Motor Museum de York, diante do qual fica uma bomba de posto de gasolina mais ou menos da idade do Raffles Hotel. Estava fechado, não consegui visitar, mas não sinto falta: museus de automóvel são todos iguais.

Antiguidades Dingas-Winkel. Artigos do arco da velha.

E para terminar, um pouco de bucolismo, mas olhe bem: só há duas rodas, nenhuma bicicleta nessa foto.
Escrito por Rafael | setembro 28, 2006 04:09 AM
Comentário
Esse carro no reflexo do vidro é o seu?
Parece ser bem legal. Eu tinha idéia que era um carango pelo sufoco que vc passou com gas.
Escrito por: paulo | outubro 1, 2006 10:57 PM