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outubro 11, 2006
Eddie Campbell está de volta
"The point of using real life is that it throws up odd and unpredictable shapes. Fiction tends toward the geometrical, to beginnings, middles and ends. Looking to the real suggests more organic shapes. But one must develop an eye for the shape which can be meaningful, and to combine small units within a complex frame work, like a big honeycomb. But I also wanted to mix up the fictional and the real. And since I've been offstage for a couple of ears since Order of Beasts came out, I wanted to arrive back here with something quite astonishing, like a big three ring circus of a comic" -- Eddie Campbell
Não é segredo para ninguém que eu sou fã de Eddie Campbell desde 1995, quando comecei a ler e colecionar Bacchus: uma revista em quadrinhos resgatando personagens da mitologia grega. Cheguei a enaltecer a série pouco antes de seu encerramento, em 2001, num artigo, mas minha grande felicidade deu-se pelos idos de 1997, quando ele publicou meus emails na seção de cartas e mandou uma edição autografada, da Austrália para o Brasil.
De lá para cá, Eddie Campbell ainda tocou uma publicação nova, Egomania, em formato grande, que mal cheguei a ver, editou as compilações das histórias de Bacchus, terminou de desenhar From Hell e publicou num catatau enorme que, por sua vez, foi adaptado para o cinema; abandonou a mitologia grega e transformou suas memórias sobre a década de 1980 numa graphic novel, How to be an Artist, aliás assunto de outro artigo meu, fez alguns trabalhinhos para a DC e, finalmente, desapareceu.
Até maio de 2006. Quando saiu The Fate of the Artist por uma pequena editora, na Inglaterra e nos EUA. Como em seu último trabalho, o tema volta a ser o papel do artista na sociedade, desta vez abordado de maneira bem mais ousada: sem primeira pessoa, a partir de depoimentos da família, anedotas do lar e paródias do cotidiano, numa mistura de estilos (aquarela, nanquim, lápis) e de linguagens (texto, tira, fotonovela, página de quadrinhos) de deixar tonto. Isso porque eu nem terminei de ler ainda.

Eddie Campbell não se contentou somente em produzir a história; desenhou uma entrevista onde responde questões essenciais à nova obra, deu entrevistas e manteve um blog acompanhando o lançamento. E como se não bastasse, tem uma filha nnnngata. (copirraite pro Galera)
Qualquer dia pego um avião e vou lá encher o saco do cara em Brisbane.
Escrito por Rafael | outubro 11, 2006 01:02 AM