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fevereiro 27, 2007

Sempre eu hei de ser

Desembarquei de volta vestindo a mesma camisa que houvera sido reconhecida por quatro estrangeiros nas semanas anteriores, a camisa do Flamengo, o sagrado manto rubro-negro. O oficial da fronteira, após o protocolar e autoritário "next!" que fazia avançar a fila, soltou uma exclamação:

-- Flamengo!

Dei-lhe os parabéns por ter reconhecido as cores, fato raro na Austrália, mesmo entre gente que lida com estrangeiros o dia todo, como ele, que imediatamente entendeu ser exceção. Evidentemente que a partir daí já havia se estabelecido entre nós aquele tipo de intimidade que cria amizades de berçário num país como o Brasil. O efeito se conhece: tornar protocolares todas essas invenções humanas que, no final das contas, só são isso mesmo, protocolos. Como as perguntas da imigração e os carimbos em passaporte. Nunca vi abridor de portas mais eficiente.

Imagino o que teria acontecido se fosse a camisa do Vasco. Provavelmente teriam mandado para a fila da quarentena. Se reconhecessem o emblema cruzmaltino, é claro.

Escrito por Rafael | fevereiro 27, 2007 04:24 AM

Comentário

Só faltou o cara dizer que Obina era melhor que Eto'o,...

MENGO!!!!!!!!!!!! O Bí NA Copa Toyota!!!!

Escrito por: O Bí NA Copa Toyota | fevereiro 27, 2007 10:56 AM

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