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abril 02, 2007
Perrengue
Essa história do Art Spiegelman que saiu na edição de março da Piauí prova de maneira bem evidente por que os quadrinhos ainda apanham tanto para serem classificados como entretenimento adulto.
O tema é banal: reminiscências do autor em seu processo de se tornar um artista (com o mesmo material, Eddie Campbell fez chover em How to be an Artist). Art Spiegelman tem completo domínio da forma, mas esse é o problema: ele parece tão concentrado em desconstruir e explorar a linguagem que se esquece que tem uma história para contar. Um esteta das HQs há de se deleitar com as referências visuais espalhadas aos quatro cantos, mas o leitor médio, curioso ou interessado, talvez fique somente chateado com a pirotecnia visual a serviço de pouco.
Pensando bem, Ted Rall estava certo quando escreveu sua crítica: a única história longa que Spiegelman fez em 30 anos foi mesmo Maus. Todo o resto pode ser posto na conta de experimentação e desconstrução de linguagem. Mas a quem isso interessa, além do pessoal ligado a mídia-artê? Ele, que vive a fazer palestras sobre a capacidade expressiva do meio, devia pensar na hora de fazer uma história.
Escrito por Rafael | abril 2, 2007 11:46 PM
Comentário
Abrindo o quadrinho de Art Spigelman, aparece um banner da piauí dizendo algo como "...Economize sua mesada se quizer(sic) comprar".
Eles estão tentando ser engraçados ou são burros, ignorantes, oligofrênicos e irresposáveis?
Escrito por: Lucas | abril 3, 2007 04:11 PM
Vou aqui bater numa tecla... Leia o Buddha.... Na traducao, nao esta em formato manga. Ficou muito bacana. Estetica+humor em doses adequadas.
Escrito por: Ram | abril 9, 2007 02:01 PM