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maio 24, 2007

Anti-intelectualismo

De vez em quando eu comento aqui o anti-intelectualismo que é característica dos australianos, mas fico me perguntando se serei perfeitamente entendido no Brasil. É realmente complicado explicar o que é sair de um país onde cultura popular e oficial se atritam diariamente para um país onde literalmente fogem de cultura. Parando por aqui com uma carta enviada para o Xpress, um jornalzinho gratuito que sai semanalmente com a programação de lazer da cidade. Não vou nem traduzir:






Escrito por Rafael | maio 24, 2007 02:51 AM

Comentário

Simplesmente inacreditável! Estou pasma.

Escrito por: Lucia Malla | maio 24, 2007 11:30 AM

Anos atrás, o fotógrafo Eduardo Simões, responsável pelas fotos da série "Cadernos de Literatura Brasileira", me disse que a maioria dos escritores entrevistados pelo Instituto Moreira Salles sofriam, em graus diversos, de alcoolismo. O alcoolismo, diria talvez Sócrates, não há de ser um bem, mas um mal e, apesar de o problema ter semelhante nome, sempre imaginei que brotava mais de possíveis leituras equivocadas - essas que criam "visões de mundo" que exigem anestésico - que do próprio álcool... Bem, agora o dono dessa taverna australiana parece crer que há algo de mau, não na bebida, mas nos livros em si. Hmmmm. Precisamos de uma dialética aqui.

No romance "Eumeswil", Ernest Jünger dá uma dica para se conhecer a saúde duma cidade: basta visitar seu mercado principal e seu cemitério. Numa cidade doente, este é mais movimentado do que aquele. Numa cidade saudável, o mercado é vibrante e o cemitério, quase deserto. Talvez se dê o mesmo com relação à vida cultural. A cultura é afeita à reunião, logo, onde há mais movimento? Na biblioteca ou no bar? Caso a situação seja tão crítica que não se possa sequer ler um livro num bar, leve uma discreta garrafa de vinho à biblioteca e veja o que acontece. Se, mesmo sendo o único leitor presente, você ainda assim for expulso, tente ficar em casa a ler e a beber ao mesmo tempo. Como os escritores brasileiros do final do século XX...
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Escrito por: yuri vieira | maio 25, 2007 01:51 AM

I'm afraid so.
Não é de hoje.

Escrito por: maria fernanda | maio 25, 2007 02:58 AM

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