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julho 27, 2007
Capas inesquecíveis

Começando com um Drácula original na revista
Eerie, de onde saíam as histórias publicadas no Brasil pela RGE na
Kripta. Apesar de contar com bons capistas nacionais, no começo algumas capas originais foram reaproveitadas, entre elas essa daí.

Mais uma
Eerie, dessa vez com um lobisomen, em mais uma capa reaproveitada no Brasil. Acredito que até o jogo de cores azul e amarelo do logotipo foi reutilizado.

A outra revita que fornecia histórias para a
Kripta era a
Creepy, cuja coletânea recebeu capa de Jack Davis, cartunista que desenhou para a Mad, histórias de terror,
Little Annie Fanny, cabra danado que fez de tudo. Também saiu no Brasil.

Essa foi uma das primeiras edições da
Heavy Metal, ainda publicada pelos Humanóides Associados e desenhada pelo Moebius, sempre presente com histórias do
Arzach. Durante vários anos tive uma camiseta branca com essa estampa.

Com essa capa que Ranxerox foi apresentado aos EUA na primeira parte da história
Feliz Aniversário, Lubna. Anos depois, essa mesma ilustração seria usada no Brasil, embora tenham escolhido um close para apresentar o personagem na revista
Animal. Meu exemplar está autografado pelo Liberatore.

Até hoje não sei porque essa edição de 15 anos da Heavy Metal é tão valorizada, já que o conjunto de histórias não é tão bom assim. A capa do Richard Corben, que também trabalho na
Eerie e
Creepy, não justifica.

Boris Vallejo fez muitas capas para a Heavy Metal no começo dos anos 1980. Essa edição de aniversário é a de que mais gosto, pelo movimento, pelo realismo dos detalhes a despeito do absurdo da imagem e porque eu também tenho um exemplar dessa em casa.

Durante um curtíssimo período a Heavy Metal teve uma edição brasileira, assim como hoje acontece com a Rolling Stone. Essa foi a capa da primeira edição nacional, uma ótima revista com magníficos desenhos de Juan Gimenez para um capítulo da extensa saga dos metabarões (iniciada dez anos antes, com desenhos de Moebius, como Incal) e uma história curta de Miguelanxo Prado. Mais ou menos a partir dessa época as capas se padronizaram e perderam muito do charme que tinham até 20 anos atrás.

Apesar de bastante produtivo para histórias, Rich Corben fez poucas capas -- essa é uma das melhores. Cogitei durante muito tempo estampar uma camiseta com ela.

Primeira capa da Heavy Metal com Druuna, preferência
nacional mundial e uma completa pouca vergonha. Nas edições norte-americanas rolava um reposicionamente estratégico de alguns balões para fins de censura moral.

Uma das últimas histórias longas de Milo Manara a receber capa: Gullivera. Também foi capa na edição brasileira, onde também escapulia da censura.
Escrito por Rafael | julho 27, 2007 02:43 AM
Capas classicas da Heavy Metal! Agora a Eerie eu nao conhecia... Faca as camisetas. Tem um servico hoje que faz direto do scan para a camisa.
Escrito por: Ram | julho 27, 2007 08:54 AM
Ei, Rafael! De fato, belas capas! Adoro revistas em quadrinhos e sou fã de Moebius e Bilal (Conhece a "Mulher enigma"?). Muito bom ler seus textos, através deles conheci o escritor Guilherme Figueiredo, cujo livro sobre a ABL (recomendado por você) acabei de comprar. Um abração! Carla
Escrito por: Carla Cristina | julho 27, 2007 02:36 PM
Excelente post!
Druuna: preferência nacional mesmo. O mestre Serpieri inspirou sua obra máxima na modelo Ana Lima.
Brasil! Brasil!!
Escrito por: dogg | julho 30, 2007 03:08 PM
lindo. tudo isso eh lindo.
pra mim a heavy metal eh um dos exemplos demaior liberdade de expreção dentro dos quadrinhos (sinto vontade de chora quando penso nela e nos que escreveram ou desenharam pra ela).
pena não ter vingado no brasil.
um dos meus sonhos/objetivos eh poder revive-la aqui dentro como tentaram com metal pesado
Escrito por: ian abe | agosto 7, 2007 01:15 PM
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