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novembro 05, 2007
Crônica
Segunda-feira de sol, deixando no funcionário aquela vontade de afrouxar a gravata e aproveitar mais um dia de sol nesse verão antecipado que já chegou aos 30 graus. Volto à camisa de mangas curtas. É interessante como essa marcação se torna significativa da passagem do tempo; no Rio, quase não havia alteração e o sentimento do tempo passar acabava se dando mais pelas marcas no calendário do que qualquer outra coisa. Na sexta-feira, o inesperadamente acalorado fim de tarde convidava à preguiça, em flagrante falta de sintonia com o frenesi reinante. Desviei o caminho para conferir se um bar da vizinhança realmente enchia; enchia, mas com gente de cabelso grisalhos. Tirei a camisa de dentro da calça e finalmente despi-me dela, amarrando-a na cintura, expondo a camiseta de algodão que estava por baixo. Fui para casa andando. Quantas vezes eu fiz isso no Rio? Quantas vezes a chegada do verão se deu de maneira tão relaxada, tranquila, natural?
Escrito por Rafael | novembro 5, 2007 01:43 AM
Comentário
A passagem do tempo se marcava la no Rio pela observação das criaturas que iam frequentando a cidade... Chegada do verão: gringos afeminados com camiseta rosa amarrada na cintura, chegada do verão no primeiro mundo (nosso inverno): alemães e gringos de camiseta, bermudão, brancos pálidos tentando pegar um "solzinha". Nosso Outono: cariocas com casacos monstro, e pivetes com pullover. Nossa primavera, a melhor das estações: os locais de camiseta, praia cheia, e gringos de outros estados de bermudão, sem camisa, jogando copos pelo chão... E por aí que eu via as estações do ano. Tá, se você estivesse a fim, podia tentar ver as frutas mais baratas da feira tb.
Escrito por: Ram | novembro 12, 2007 12:04 PM