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dezembro 07, 2007

Biografias abundam

Muitos livros publicados esse ano chamaram a minha atencao por serem biografias de gente cuja vida eu me interessaria em conhecer. O mais recente deles, o qual ando lendo irregularmente no momento, e a chamada historia oral de Hunter Thompson -- uma compilacao de relatos de gente que viveu e conviveu com o criador do jornalismo gonzo, ordenada cronologicamente e dividida em capitulos correspondente a fases da vida. Para um livro assim dar certo os depoimentos tem que ser originais e bem editados; ate onde eu li, cumprem-se os dois requisitos, merito de Jann Wenner que teve a pachorra de bancar o projeto (e dar seu depoimento). Quem sabe a


Tim Maia

Dentre os brasileiros, dois livros ha muito prometidos enquanto o Fernando Morais nao termina a biografia do Paulo Coelho nem libera a do ACM. Nelson Motta ha de ter feito muita besteira para conseguir estragar as historias do Tim Maia, ainda mais no genero de livro de memorias, menos rigoroso do que Um Cigano Fazendeiro do Ar, que demorou 10 anos e uma vida para sair, a vida aqui sendo a do autor, mais do que a vida de Rubem Braga. Cronista, sempre narrou fatos de sua vida nos escritos; sera a chance de enxergar toda a costura por tras daqueles instantaneos, e enfim saber se ele teve alguma coisa com a Tonia Carreiro. O trecho disponibilizado a leite de pato nem promete; ja sai cumprindo. Apesar do titulo meio infeliz.

Milton Caniff

Quem ainda tiver folego ha de conferir a ja muito comentada biografia Schulz and Peanuts, sobre o cartunista mais influente do periodo seguinte a II guerra mundial e do tijolaco Meanwhile... sobre a vida de uma de suas principais influencias, o chamado Rembrandt dos quadrinhos, Milton Caniff, publicado pela Fantagraphics. Em suma, ate que enfim estao escrevendo sobre a vida de gente que vale a pena conhecer melhor.

Escrito por Rafael | dezembro 7, 2007 02:06 AM

Comentário

Só não ficou muito claro qual seria a falha de Nelson Motta na biografia do Tim Maia. Mal escrita ou o quê? De qualquer maneira, não ia ler mesmo. A do Milton Caniff deve ser legal, ainda que eu possa apostar que nela não vai estar explicado como um sujeito pode partir de um desenho francamente deficiente - eu tinha uma das primeiras histórias de Caniff, Terry e os piratas - para se tornar um mestre do preto e branco no pincel. Caniff é um dos cinco caras que considero como criadores de "escola" nos quadrinhos.

Escrito por: Guga Schultze | dezembro 14, 2007 09:41 AM

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