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abril 22, 2008

Sindrome de Paulo Francis

Michel Laub acertou na mosca ao escrever sobre Paulo Francis (grifos meus):

De certa maneira, a queixa de Francis era um lamento pessoal pela perda do próprio poder. (...) a influência que uma crítica publicada num grande jornal, anteriormente um dos três ou quatro julgamentos que o leitor iria conhecer (...) hoje se dilui entre centenas de fontes igualmente lidas e comentadas. Para quem construiu a carreira como intelectual público, o humanista que incorporava o filtro pelo qual passava tudo o que fosse relevante na cultura, ajudando a criar no público e em si mesmo a ilusão de que era possível apreender a súmula de algo tão grandioso e fragmentado, não devia ser confortável viver com a perspectiva dos novos tempos.

So acho que ele poderia ter generalizado: a queixa de Francis -- e de qualquer critico cultural, jornalista, intelectual publico e humanista e a mesma: nao se trata de uma revolta com a invasao da barbarie, da massificacao ou da padronizacao. Trata-se, nao de certa forma, mas nada alem de uma revolta pessoal contra a perda de poder nos tempos atuais. Ah, coitados.

Escrito por Rafael | abril 22, 2008 06:01 AM

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