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maio 06, 2008

Milton Caniff, 100 anos

milton caniff no estudio

Alex Raymond drew models, Caniff drew women, Crane drew gals and Will Eisner drew dames-- Jules Feiffer. Frank Miller, obviously, draws whores. A moca acima era somente um modelo, nao leiam demais a foto.

O assunto nao e Miller, mas o centenario do nascimento de Milton Caniff, o Rembrandt dos quadrinhos, indesculpavelmente ignorado ano passado neste blogue. Explica-se: nunca tinha lido direito o autor, projeto para esse ano. Ja esta aguardando a suave biografia escrita por R.C. Harvey, em mais de novecentas paginas de estorias, originais e fotos.

Vamos comecar com uma exposicao virtual, onde o leitor pode passear no meio dos desenhos.

Na decada de 1940, menos de meia duzia de autores detinham os direitos autorais sobre suas criacoes ficticias. Will Eisner so assinou contrato para criar The Spirit depois de incluir essa clausula. Bob Kane valeu-se de um ardil para conseguir um pagamento perene pelos direitos do Batman. Roy Crane e Milton Caniff mudaram de empresario para terem direito sobre seus (novos) personagens.

Roy Crane conduziu as tiras de jornal do humor sequencial para a aventura, antes ate do Fantasma de Lee Falk, com o Capitao Cesar. Milton Caniff foi o primeiro a levar seus personagens para a II guerra, num esforco patriotico que valeu leitura de uma de suas paginas no Congresso dos EUA. Anos depois, foi capa da Time. Fez sucesso e ficou popular com duas tiras de aventura sobre a guerra, e quando mandou Steve Canyon para o Vietnam, sexagenario, teve que aturar o coro dos protestos e a perda de leitores.

Hoje o Vietnam e uma republica socialista empobrecida onde a industria do turismo cresce diariamente e ninguem questiona a reputacao de Milton Caniff como grande mestre da narrativa em quadrinhos.

Escrito por Rafael | maio 6, 2008 05:30 AM

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