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janeiro 07, 2009
Embasbacante
Se você tem alguma dúvida que o Rio de Janeiro do começo do século XX era a cidade mais bonita do mundo, dê um pulo no Paço Imperial e confira as plantas dos projetos paisagísticos de Roberto Burle Marx para o Parque do Flamengo, o claçadão de Copacabana e os jardins do prédio do Ministério da Educação e Saúde (entre outras) para se convencer do contrário.
A exposição é a terceira e a última de uma série focada no modernismo brasileiro, que começou com Lúcio Costa em 2002, seguiu com Oscar Niemeyer em 2005 e agora se encerra. A mostra de Lúcio Costa me deixou tão impressionado que fiz dela assunto de uma coluna. Esqueça as tapeçarias, azulejos e quadros do primeiro andar: vá, sem pudores, direto para a seção de paisagismo, no segundo andar do Paço. Burle Marx fez o projeto de paisagismo da extensão da Avenida Atlântica, do Parque do Flamengo, do Parque do Ibirapuera, da Pampulha e, cuíca, dos jardins das Petronas Twins Towers, em Kuala Lumpur. Ha! Essa eu vou contar pros meus amigos malaios.
Acho que foi o Bernardão quem escreveu sobre a utopia que seria o aterro do Flamengo funcionando exatamente como no projeto de Burle Marx, com um aeroporto, dois restaurantes, uma marina e várias áreas de lazer voltadas para a enseada de Botafogo. Foi.
Escrito por Rafael | janeiro 7, 2009 06:38 PM