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setembro 28, 2005

Vou ali, já volto

Este blog entra em recesso a partir de hoje, até fins de outubro. Prosit!

Escrito por Rafael | 12:29 PM | TrackBack

setembro 26, 2005

Até que enfim: a Casa Amarela lançou um livro bom!

esporte mata
Esporte Mata! São Paulo: Editora Casa Amarela, 2004

Escrito por Rafael | 11:52 AM | Comentários (0)

Querem derrubar o prédio da EBAL!

Gonçalo Júnior teve por aqui e avisou:

Queria comentar contigo a situação do prédio da Ebal, que você citou e me parece gravíssima. Há informação não confirmada ainda de que o prédio será demolido para dar lugar a um amplo supermercado. Taí uma boa pauta para algum jornalista do Rio. O edifício deveria ser tombado, pela importância cultural que teve, e abrigar um museu.

Alguém aí se habilita a iniciar um movimento para tentar salvar esse monumento à cultura nacional que é o prédio da EBAL?

Escrito por Rafael | 11:50 AM | Comentários (6)

setembro 23, 2005

Dicas culturais para o fim de semana carioca

Primeira dica: de sexta-feira a domingo no Jóquei, rola a quarta Primavera dos Livros, o segundo melhor evento para se comprar -- a Bienal chega na frente -- e o primeiro para conhecer livros do Rio de Janeiro.

Segunda dica: passo a palavra para Marcelo Tas, que resolveu dar uma sobrevida a um personagem mítico da minha infância. Vai, Tas:

Hoje inicio temporada com o personagem que me acompanha há mais de 20 anos, o repórter Ernesto Varela, no teatro. É um passeio pela eletrizante história que se chama História do Brasil.

Quem for do Rio ou estiver passando pela cidade maravilhosa é muito bem-vindo. Estamos no Centro Cultural Telemar, de sexta a domingo, as 19h30, até dia 13 de Novembro.

Hoje dia 22, você também pode acompanha a estréia exclusiva para convidados pela internet, aqui.

Durante toda temporada, vamos atualizar a História com e-mails e imagens enviadas por vocês para o seguinte e-mail: ernestovarela@uol.com.br
=============================================================================================
Centro Cultural Telemar: Rua Dois de Dezembro, 63 - Flamengo - Rio de Janeiro
Informações: Tel: (21) 3131-3060 |

Escrito por Rafael | 09:38 AM | Comentários (2)

Modernidade não é para qualquer um

Obrigado, Gabeira.
Não é genial que os que mais comemoram a saída de Severino porque ele representava "o atraso, tudo de mais obsoleto que tem nesse país" sejam os mesmos que se arrepiam ao ver o crescimento desmesurado das grandes corporações e se queixam da globalização? Modernidade no olhos dos outros é refresco...

Escrito por Rafael | 09:29 AM | Comentários (1)

setembro 21, 2005

Alvaro Velloso está sozinho na área, mas não impedido

Estou onde sempre estive - e sem público disposto a ouvir.

É que o brasileiro médio, letrado ou semiletrado, está por demais acostumado a catalogar tudo o que lê em termos de partidarismo político, e se tornou incapaz de entender sutilezas ou de buscar conciliar posições aparentemente contraditórias.

Assim, de um lado, a esquerda, ainda bem, detesta meus escritos, por razões óbvias.

Por outro lado, os conservadores também os detestam, porque eu falo mal do Bush e dos Estados Unidos. Os liberais e libertários detestam porque sou católico. Os católicos progressistas detestam porque meu catolicismo é conservador, medieval mesmo. Os católicos conservadores detestam, porque sou politicamente liberal.

Além disso, os leitores que lêem por mero prazer e procuram um estilo elegante ou particularmente brilhante também não vão encontrar nada, porque o tom dos meus escritos é quase sempre coloquial e direto.

Enfim, não sobrou quase ninguém.

Mas também não ficaria bem para um escrevinhador, ao mesmo tempo em que denuncia a crise da consciência e a obsessão nacional em raciocinar por rótulos sem significado, procurar arrebanhar multidões. Óbvio que não.

Na verdade, a tarefa do intelectual honesto, a única que ainda vale a pena, é relatar as coisas tais como as vê, sem esperar qualquer tipo de aplauso. Trata-se de absoluta imposição da consciência, e deixar de cumpri-la equivale a abandonar o sentido da vida, substituindo-o por ilusões coletivas passageiras.

Prossigamos, pois.

Escrito por Rafael | 05:30 PM | Comentários (3)

Parsons e a selva tatuada

O que dez anos não fazem. A mesma grosseria, estupidez e agressividade que Tony Parsons condenou na classe trabalhadora britânica (os ingleses e sua consciência classista) em 1989 eram francamente elogiadas em 1977, quando serviram de combustível para o chamado movimento punk. Há uns 4 artigos para a New Musical Express daquela época em Disparos do Front da Cultura Pop (ah, os oximoros! Mas dessa vez o puxão de orelha é só no tradutor, já que popular culture é uma expressão correta. Se vamos considerar popular e pop a mesma coisa são outros quinhentos), que reúne o melhor dos espancamentos de teclado de Parsons ao longo de 25 anos, incluindo aqui A Selva Tatuada, talvez o melhor exemplar do livro, uma contundente crítica à vulgarização do proletariado e suficiente par a justificar a leitura. Tom Wolfe, citado por Parsons na apresentação, afirmou em Hooking Up que o termo "proletariado" tinha perdido seu sentido na aurora do século XXI nos EUA; talvez eles devessem trocar idéias. Que as mais contundentes críticas de comportamento dos últimos anos tenham vindo de discursos de tom conservador é absolutamente sintomático dos tempos que correm, assim como é o fato de que, não raro, seus melhores analistas sejam gente ignorante, preconceituosa e condenada ao ostracismo. Alguns dos principais livros deles estão sendo lançados pela editora Barracuda e se você tem pretensões a entender o seu tempo, precisa lê-los.

Escrito por Rafael | 03:12 PM | Comentários (3)

Jaboticabas californianas

Cáspite! Antigamente dizia-se que o que só tem no Brasil e não é jaboticaba é besteira. Agora vem o Träsel dizer que nem jaboticaba mais tem só no Brasil. Assim não dá.

Ah, e o primeiro livro do Galera está disponível para leitura em pedefê. Busque antes que o filme do segundo fique pronto e alguma editora oportunista relance promocionalmente os dois aos olhos da cara.

Escrito por Rafael | 03:07 PM | Comentários (1)

setembro 20, 2005

Tédio

Há anos não sai de cartaz no Star Ipanema o filme Fechado para Obras, e na máquina de sucos do refeitório só dá o sabor Em Conserto.

Escrito por Rafael | 01:52 PM | Comentários (1)

setembro 18, 2005

Don't panic

Sempre tive O Guia do Mochileiro das Galáxias na conta de best-seller dos nerds, tanto ou mais do que O Senhor dos Anéis ou qualquer livro do Asimov. Do Asimov eu sempre entendi o motivo, porque li vários dele, de robôs aos mistérios policiais do Clube dos Viúvos Negros. O Senhor dos Anéis ainda me é uma incógnita, porque eu nunca li nada da coleção e não pretendo me fiar nos filmes do Peter Jackson, por mais fiéis que sejam. Já O Guia..., eu descobri porque recentemente, depois que reli. A palavra-chave aqui é piada interna. Nerd adora uma piada interna, uma referência obscura ou cult que só ele e outros nerds conhecem e que o diverte fanaticamente, e o Mochileiro é cheio delas, a maioria quase imperceptível. Por exemplo, o alienígena amigo do pesonagem principal chama-se Ford Prefect, que era a marca de um carro popular na época em que o livro foi lançado. Faz sentido: era natural que um alienígena desembarcando na Terra procurasse um nome banal, que o ajudasse a se fazer passar despercebido por um humano qualquer. O que ele não podia saber é que estava usando um nome de carro, não de gente. Mais uma: Ford Prefect alerta enfaticamente Arthur Dent para levar uma toalha de banho, quanto estão prestes a pagar carona numa nave espacial. No filme, essa toalha é extensivamente usada na linguagem corporal de Mos Def, que interpreta o alienígena. O que ninguém conta é que, na maioria dos albergues da associação internacional de albergues da juventude não são fornecidas toalhas, então você tem que levar a sua! Como o guia era de mochileiros, era razoável que o viajante levasse sua toalha. E assim por diante; tenho fé que ainda vou encontrar muita piada interna nas entrelinhas desse livro.

Escrito por Rafael | 06:16 PM | Comentários (2)

setembro 15, 2005

Naufrágio da Corveta de Noronha, Abrolhos (50m de profundidade)

Não, não sou eu.

Escrito por Rafael | 02:43 PM | Comentários (2)

setembro 14, 2005

Olavo no JotaBê

Meteram a boca no trombone quando Olavo de Carvalho foi chutado d'O Globo, mas não vi ninguém registrar que ele começou a fazer uma coluna semanal no JotaBê.
Eu, que há tempos venho comentando o esvaziamento desse diário, vejo nesse movimento mais um sinal da decadência de Olavo de Carvalho do que do veículo. Basta conferir as companhias de Olavo no jornal.

Escrito por Rafael | 01:13 PM | Comentários (4)

setembro 11, 2005

New Orleans sob a água

Um dos méritos de A Chave Mestra é saber usar os pântanos da Louisianna para criar um clima de terror; Alan Moore se valeu amplamente dos pântanos de New Orleans e da Florida nas histórias do Monstro do Pântano e a vegetação sempre tem papel importante neste gênero -- recente coletânea em língua inglesa dizia ser perfeita para ser lida em uma charneca. New Orleans sempre gerou mitologia própria e literatura pródiga: sou o feliz proprietário de dois volumes, Literary New Orleans, uma coletânea de artigos dos mais diversos escritores estadunidenses sobre a cidade (incluindo o obrigatório Mark Twain) e French Quarter, extensa reportagem de Herbert Asbury, autor de diversos livros sobre o submundo do começo do século XX, o mais conhecido deles Gangs of New York. Que a cidade esteja precisando de uma completa recontrução é digno de pena; sempre fica a esperança que há solução para a cidade. Há até para o Rio de Janeiro...


* * *

"Não poderia ser previsto", GW Bush.
"Eu fui traído", Lula

Escrito por Rafael | 12:03 PM | Comentários (2)

setembro 09, 2005

L'aigles de la nuit

Nighthawks, de Edward Hopper, é um dos quadros mais citados e parodiados pela publicidade e cultura pop. David Mazzuchelli usou-o como locação de Batman: Ano Um. Há paródias com cartuns, fotomontagens, Os Simpsons, mas a que mais me chamou a atenção foi essa, com personagens de Tintin:

nigthhawks com tintin

Escrito por Rafael | 01:22 PM | Comentários (2)

setembro 06, 2005

Ho ho ho

Dois grandes lançamentos entre final de outubro e começo de novembro já despontam como favoritos para presente de natal. O primeiro é o livro novo do LEM -- Luis Eduardo Matta -- que se chama 120 horas e vai sair pela editora Planeta, mais um thriller policial com trama internacional na linha de Ira Implacável. O segundo é o esperadíssimo CD do Bip-Bip, gravado e produzido em horas vagas de estúdio, em processo de finalização. Dizem por aí que contém o clássico Condomínio, de Paulinho do Cavaco. Sério concorrente a melhor disco de samba do ano.
Quando souber datas & locais, aviso.

Escrito por Rafael | 08:59 AM | Comentários (0)

setembro 05, 2005

Michelangelo versus Da Vinci, Perugino e Bramante

Pode-se dizer que Michelangelo teve três grandes inimigos artistas; não foram os únicos, mas foram os que levaram aos maiores confrontamentos: Leonardo da Vinci, Perugino e Bramante.

A implicância com Bramante foi de cara: quando chegou a Roma, Bramante era o arquiteto oficial do Vaticano e pretendia derrubar as colunas da igreja de São Lourenço em Dâmaso, favorita de Michelangelo para reaproveitar o material de construção em outra obra, prática corrente desde os césares. Bramante acabou conseguindo seu intento, mas teve o retorno durante a pintura do teto da Capela Sistina, quando Michelangelo mandou remover os andaimes dele, que por serem sustentados no teto, impediriam a continuidade da pintura e, sobretudo, durante as obras de expansão da Catedral de São Pedro, quando Michelangelo denunciou o uso de material de segunda mão -- como os pagamentos atrasavam, Bramante valeu-se deste expediente para fazer um ganho, qual um Sérgio Naya renascentista.

Da Vinci, já um gênio consagrado, irritou Michelangelo ao sustentar repetidamente que a pintura era a maior das artes, superando a escultura. Michelangelo ainda não havia pintado a Capela Sistina e seu treinamento resumia-se aos poucos anos que passou, adolescente, no estúdio de Ghirlandaio, antes de se mudar para o palácio dos Medici. Quando Da Vinci foi contratado a peso de ouro pela Senhoria para pintar um afresco monumental, ocupando uma das paredes da sala principal do palácio, retratando uma cena de batalha da história de Florença, Michelangelo se pôs em brios e não saiu enquanto não conseguiu ser contratado para pintar um afresco de igual tamanho, na parede oposta da sala. Trocaram alguns insultos em público, e o resultado foi um par de afrescos que nunca se pôde apreciar: o de Da Vinci, porque a pressa em fazê-lo secar resultou no uso de velas que acabaram por derreter as tintas da metade inferior da pintura; a de Michelangelo, porque, de fato, nunca chegou a concluí-la e foi mandado para Roma antes que o pudesse fazer.

Mesmo sem concluir, sua pintura serviu para despertar a fúria de Perugino, que acusou-o de imoralidade ao ver a quantidade de corpos masculinos nus planejados para o afresco: Michelângelo escolhera um episódio histórico no qual soldados banhando-se no rio eram pegos de surpresa pelos inimigos. Perugino não fora atacado apenas por pruridos morais; ao ver a perfeição anatômica e a dinâmica da cena, sentiu que seu estilo de pintura, eternizado nas frisas da Capela Sistina, ficara automaticamente obsoleto, e usara o ataque como uma tentativa de sobrevida. Michelangelo sabia de sua superioridade, mas reagiu defendendo sua obra, como de costume.

Pediram desculpas e fizeram as pazes patrocinada pela Senhoria. O tempo e as vissicitudes cuidaram de levar Da Vinci e Michelangelo a bons termos. Só com Bramante a birra persistiu, apesar de nunca ter se furtado a reconhecer a beleza de suas formas.


* * *

Todo mundo lembra de Charlton Heston como Ben-Hur e o astronauta Taylor, mas poucos são capazes de colocar sua interpretação de Michelangelo em Agonia e Êxtase no mesmo nível, por mais improvável que a escolha pareça. O filme concentra-se no período da pintura do teto da Capela Sistina e deve muito à atuação de Rex Harrison como o papa Julius II, por mais que fique a impressão de que, a qualquer hora, ele vai jogar a mitra para o alto e ensinar aqueles italianos a pronunciar inglês corretamente. Fanfarronice à parte, é bonito ver Hollywood ajudando a construir o mito de gente imortal, o que não faz há muito tempo. Melhor, só se fosse a vida de Michelângelo inteira. Isso está no obrigatório livro de Irving Stone.

Escrito por Rafael | 01:34 PM | Comentários (4)

setembro 04, 2005

5 anos de deserto

Amanhã é a primeira segunda-feira de setembro, quando se comemora exclusivamente nos EUA o Dia do Trabalho, feriado escolhido para encerrar o Burning Man, ao qual compareci 5 anos atrás.

Ouvira falar pela primeira vez dafesta numa reportagem da Lenara Verle, em 1999. Naquele mesmo ano, Tom Leão faria uma matéria rápida no Rio Fanzine. Realmente eu não imaginava que, um ano depois, estaria conferindo in loco a queima.

A releitura de meu relato daqueles 5 dias passados entre muita poeira, instalações artísticas e bebida isotônica me deixou mais satisfeito do que eu imaginava, até arrancando algumas gargalhadas. Foi uma tentativa frustrada analisar e explicar o Burning Man em quatro páginas, do mesmo modo que o seriam em dez ou 20; é um tipo de evento complexo demais para se traduzir em parágrafos. Vá lá e veja.

Complexo porque não se pode entender totalmente o Burning Man sem conhecer um pouco da história de San Francisco, do emergência do Vale do Silício, do que foram os anos 90; saber como a última década de um século costuma ser marcante. É como se o século XXI estivesse ali, acontecendo ao vivo, tridimensional e em cores, passeando na sua frente. Ler que, nos primeiros anos após se mudar para o deserto, a Wired contratava gente para sua equipe na festa -- e coisas assim.

Lembro que, uns dois meses depois, ainda tinha uns sonhos estranhos: Burning Man te ataca em nível inconsciente. Não há preparação que te faça reagir blasé ao ver um cara pintado de vermelho com pintinhas pretas passar ao seu lado, fantasiado de melancia, ou a não sentir vontade de se mijar de rir ao descobrir que o nome do hippie velha-guarda com quem se estava conversando era Stress. Um. Hippie. Chamado. Stress. A própria preparação em si é desconcertante; eu estava preocupado com o frio que poderia pegar à noite, e disparei mensagens para meio mundo perguntando o que esperar. Um das boas almas que me respondeu terminou dizendo que eu, no final das contas, não deveria encanar muito porque vestir-se no Burning Man é opcional.

Outra, ao saber da minha curiosidade sobre a chuva, contou que, com oera pagã, rezava para deuses egipcios e astecas para pedir tempo bom. Um sujeito de barba rajada ofereceu-se para me dar carona e integrar seu camp, mas declinei ao descobrir que ele estava saindo do Texas. Depois vim a agradecê-lo pela oferta; usava uma barba rajada de ruivo e azul e era um dos muitos que andava nu pela playa. Por causa disso, o evento foi escolhido por Spencer Tunick para fazer uma de suas famosas fotos de pelados, tenho o convite até hoje. Entre as dezenas de pessoas que contatei para pegar informações, havia uma brasileira com quem acabei não encontrando. Cinco anos depois, ela me mandou um email dizendo que estava morando na região dos lagos, qualquer hora a gente se vê. Esse é o espírito. Ir para o meio do Center Camp munido apenas de um bloco e caneta e fazer retratos rápidos dos passantes, que podem variar de um perfeito caubói ao modelo de uma daquelas fotos de gente coberta por piercings, passando por uma sadomasoquista em couro e por uma fantasia de sátiro perfeito, com pernas de bode e cajado.

Por razões mai de logística do que qualquer coisa, acabei indo com o pessoal da Green Tortoise, quase um ônibus da ONU: irlandesas que conheci no bonde indo para o ponto de encontro, canadenses, franceses, japoneses, o escambau, não fosse suficiente a diversidade étnica reinante no deserto. Narrar histórias pessoais pode aumentar a intimidade, mas não ajudaria a compreender o que faz mais de 20 mil cabeças se reunir num deserto para ver um boneco de madeira romper em fogos de artifício e pegar fogo.


* * *

Tempos depois, folheei uma reportagem numa revista estrangeira sobre as maiores festas do mundo -- e descobri que havia comparecido a duas delas. Mal sabia eu que, naquele ano, iria à terceira, o que me fez considerar seriamente um projeto de vida conhecer todas.

Escrito por Rafael | 03:06 PM | Comentários (1)

Ponto e vírgula

"O ponto-e-vírgula quase desapareceu das publicações brasileiras; por ser um elemento de elegância e reflexão, está fora de moda. A perda é do pensamento." --Daneil Piza.
Conferir também essa coluna.

Escrito por Rafael | 03:04 PM | Comentários (3)

setembro 02, 2005

Silêncio

As coisas andam meio paradas por aqui, mas é porque um antigo projeto está sendo reativado na surdina.

Escrito por Rafael | 11:47 AM

Nomes trava-língua

A biografia de Jimi Hendrix ilustrada em quadrinhos por Bill Sienkiewicz é o assunto da minha coluna no SoBReCarGa dessa semana. Recomendo.

Escrito por Rafael | 11:44 AM | Comentários (0)