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novembro 30, 2006

Hoje à noite em Adelaide

Romário contra Kylie Minogue.

Escrito por Rafael | 11:05 PM | Comentários (0)

novembro 29, 2006

9 anos de O Indivíduo

Nove anos de O Indivíduo, comemorados com inspirada epígrafe, Orgulhosamente feito sem um centavo do cidadão que paga impostos, quase passo direto. Para quem não lembra nem sabe do que se trata, um relato do ponto de vista de quem estava lá, no olho do furacão. Eu lembro, eu li no jotabê e devo ter até hoje a edição impressa.

Não pude deixar de fazer um curta balanço mental do que aconteceu nestes três triênios. Olavo de Carvalho virou articulista de dois jornais no Rio e saiu dos dois. O Indivíuo deixou de ser um jornaleco impresso para se transformar numa revista virtual e, finalmente, num blog. Os autores concluíram suas faculdades, fizeram outras ou pós-graduações. FHC foi reeleito, Lula foi eleito e reeleito. A lusitana rodou. Em que pese que a posteridade tenha cuidado de transformar em livro os artigos que defendiam a turma do Indivíduo, retornar suas vidas à normalidade e até encontrar um ambiente de ressonância para suas idéias, não consigo deixar de ver certa perda no correr do tempo, tal como o Eduardo Carvalho.

Se em 1997 a reação ao jornal foram cusparadas e censura, houve espaço para alguma discussão de idéias, apareceu um Olavo de Carvalho disposto a usar sua reputação na imprensa, surgiram notas de solidariedade aqui e ali. Não consigo imaginar situação similar de embate de idéias hoje, vinda de um grupo de estudantes da PUC ou de qualquer outra universidade; não enxergo nenhum Olavo capaz de tomar-lhes as dores publicamente. Não enxergo interesse nem abertura na imprensa para esse tipo de assunto. E não culpo a mudança de governo por isso, houve uma degradação geral na imprensa em igual monta.

Escrito por Rafael | 11:15 PM | Comentários (0)

novembro 28, 2006

Daniel Piza escreveu sobre os blogs

Daniel Piza escreveu sobre os blogs (agora que ele tem um) na sua última coluna Sinopse:

Escrever um blog não é só fazer links, como vejo por aí. Citar os textos dos outros, em vez de dar suas próprias opiniões, é o trabalho mais fácil do mundo. Blog também não é só para fazer enquetes – que, claro, turbinam o número de comentários – ou empilhar artigos que não couberam no jornal. Como diário, funciona quando é de alguém numa situação especial, daí os blogs de grávidas, prostitutas, etc., ou então de um desconhecido ou pseudônimo, caso contrário os insultos pessoais serão dominantes. Como jornalismo, pode dar “furos”, mas eles duram alguns minutos no máximo. Blog é conversa: é lançar um tema e depois participar da discussão quando ela trouxer argumentos.

Várias ressalvas. A primeira e mais evidente vai contra esse mau hábito de querer enquadrar, rotular, controlar a informação, dizendo como blog deve e como não deve ser. Defenda a sua liberdade e não se meta nas dos outros. A segunda é que ele reconhece o caráter interativo do meio ("blog é conversa"), mas nega que a tarefa exclusiva de selecionar e publicar links ou textos dos outros possa servir para iniciar debates. Um erro, porque os blogs de quem prefere dar opinião se valem exatamente desses filtros para não ter que processar todo o portal de notícias, assim como uma pessoa pode preferir buscar informação numa coluna do que o jornal inteiro. Terceiro: como diário, também pode funcionar com alguém numa situação comum: eu passo notícias para meus parentes através desse blog porque estou morando fora (situação especial), mas eles também poderiam manter um blog para me contar o que está acontecendo com eles, ao invés de escrever emails ou falar pelo telefone. Finalmente, há que se ressaltar que o blog não substitui, na melhor das hipóteses completa, uma vida pessoal: as idéias surgidas na tela podem minguar ou se desenvolver e ficar na tela, ou ainda migrar para papel, película ou simplesmente se dissolverem numa discussão na praia ou no bar. O mundo continua além de um blog.

Escrito por Rafael | 11:15 PM | Comentários (4)

novembro 27, 2006

Tocando o terror

De que adianta ter um blog articulado, bem escrito, com leitores de primeira se não dá para perder a linha? Pra que serve dinheiro no bolso se não se pode gastar? De que adianta erguer uma reputação se não se pode queimá-la?

Começo agradecendo ao Trasel pela graça alcançada. Superou o Opinião Popular. Me pergunto apenas se comentários como os que destaco abaixo funcionam melhor como crítica ou como propaganda para os dito cujos:

Ele me conquistou, todo meigo, carinhoso, sempre me trazia uma trufa, estava derretida. Primeiro descobri que ele tinha uma noiva, até estava disoposta a esperar, mas depois que consegui o que queria, vocês sabem o que, desapareceu. Ainda tenho saudades dele, era um leão, selvagem na moto e na cama...

Um Gato...Vocalista de banda tudo de bom, pra ficar comigo, foi super simpatico...depois que me teve..saiu fora...sem nem deixar rastros. Digo e repito: Bom de cama, mas pessimo homem!

Sem dúvida de que homem é tudo palhaço. Mas mulher é tudo trouxa. Achei que as críticas elogiosas acima, franca maioria, fossem o que há de melhor no portal. Me enganei.

Esse canalha veio cheio de carinho e romance... Depois me convidou para um baile do Colibri a musica começou e ele cantou no meu ouvido sai vuada amante q lá vem minha mulher chegou um traveco e deu um beijão na boca dele...

ESSE PROJETO DE CASANOVA PROMETEU QUE IA ME LEVAR PARA A DISNEYLANDIA, QUANDO TERMINASSE O 1º SEMESTRE DA FACULDADE, ACONTESSE QUE ELE FOI É PARA O PLAY CENTER!!!! E NEM ME CONVIDOU!!!

E ao ler essa aqui, como diz o pessoal do Nova Corja, MORRI 3 VEZES:

ele me trocou com uma convenção de quadrinhos, e teve a cara de pau de me perguntar se eu conhecia o frank miller. só desejo toda a ira dos sith para esse ser

Atualização: melhor diálogo

Eles estavam só ficando e num momento de declarações na cama ele pergunta: "vc é só minha?" A ingênua: "sim. e vc é só meu?" O puto: "Ah! Eu sou do mundo"

Escrito por Rafael | 11:40 PM | Comentários (1)

Escape to Kings Park

Panorâmica do Kings Park, por volta de uma hora antes do início da série de concertos Escape to the Park, reunindo afamados e queridos nomes da paisagem musical australiana como Augie March, Sarah Blasko, Tex Perkins e Josh Pyke.


Escape to the park, 25 de novembro de 2006

É assim que australianada curte show: à vontade na grama, debaixo do sol, a tarde inteira, vinho branco gelado, piquenique, óculos escuros grotescos de grandes, boné e chapéu. Tem até música.
Estranhamente, ninguém invadiu o espaço do vizinho, ninguém sentou nas áreas de circulação nem se jogou naquele laguinho aprazível em frente do palco...

Escrito por Rafael | 03:27 AM | Comentários (0)

novembro 24, 2006

Chris Ware domina o mundo

Quatro capas para a edição de ação de graças da New Yorker. E uma história original. Nos momentos mais pungentes, uma página de Chris Ware faz um quadro de Edward Hopper parecer feliz. Seus quadrinhos me remetem a réguas de cálculo, curvas francesas, gabaritos de desenho técnico. E como qualquer matemático, com a perfeita noção de ordem, caos e evolução natural.


clica para ler tudo

Escrito por Rafael | 04:22 AM | Comentários (0)

novembro 21, 2006

Melhor livro do ano

Dificilmente terei lido algo mais interessante esse ano do que Men of Tomorrow: Geeks, Gangsters and the birth of Comic Book, livro de Gerard Jones que narra o contexto histórico no qual foi criado o Super-Homem e toda a indústria de quadrinhos de super-heróis que se seguiu a ele, varrendo mais de 3 décadas de acontecimentos.


men of tomorrow

Certa vez me meti numa discussão sobre literatura de ficção ou não-ficção. O consenso foi alcançado com a idéia que ficção era superior porque poderia conter tudo que havia na não-ficção e mais alguma coisa. Concordo com a idéia, mas deixei de fazer uma ressalva na época: só ao ler um livro de não-ficção, uma reportagem, digamos, você tem a certeza de estar em contato com algo que realmente aconteceu com alguém -- informação que, pelo menos em mim, dispara curtos-circuitos inesperados. Talvez o grande mérito do livro de Gerard Jones seja exatamente esse mostrar que tudo o que você sabia, se é que sabia, sobre o período de formação das revistas em quadrinhos de super-heróis, era a pura verdade.

Todas as histórias contadas por Will Eisner em The Dreamer aconteceram mesmo. Todas as lendas acerca do empobrecimento após meros dez anos de lucro de Jerry Siegel e Joe Shuster eram verdade. Todas as brigas em que Jack Kirby teria se envolvido? Verdade -- e agora você acaba de conhecer os 3 principais personagens que inspiraram Michael Chabon a ter escrito As Aventuras de Kavalier e Klay. Todos os absurdos contados por Jules Feiffer em The Great Comic Book Heroes aconteceram de fato. O ambiente fertilíssimo da Nova Iorque na primeira metade do século XX, as novas formas de entretenimento praticamente reinventadas pelos jovens judeus, filhos de imigrantes; as ligações perigosas dos primeiros empresários do setor, Harry Donenfeld e Jack Lebowitz, margeando o crime; as perseguições do comitê Kefauver e as queimas de revistas empreendidas por Fredric Wertham; a maneira quase anedótica como a linha de terror da EC foi criada: está tudo, tudinho lá, e de maneira muito mais detalhada e interessante do que poderia parecer.

A tendência, ao ir avançando, é a de dividir os personagens em mocinhos e vilões, maniqueísticamente como pedem super-heróis, e exatamente como acontece ao ler A Guerra dos Gibis, de Gonçalo Junior: de um lado, adolescentes judeus pobres e criativos; do outro, empresários vorazes e inescrupulosos. O livro se torna tão mais interessante quanto mais se vai diluindo essa imagem, ao saber das picaretagens brilhantes de um Bob Kane (ocultou por mais de 50 anos seu parceiro na criação do Batman) ou do senso empresarial de um Will Eisner (montou um estúdio para entregar histórias prontas para as editoras mas pulou fora pouco antes do campo se esgotar), provas de que em todos os criadores eram tão ingênuos e nem todos os empresários tão carrascos. Mesmo Lebowitz, pintado na maior parte como a besta negra do setor, termina o livro sentado sobre o mérito de ter conduzido uma indústria que se tornaria multimilionária com as fusões & aquisições a partir da década de 1970, Time-Warner e Warner-AOL. Sucesso pessoal não é insulto no Tio Sam, mesmo quando inclui algumas sujeiras no passado.

Complemento perfeito é Shop Talk, coletânea de entrevistas de Will Eisner com boa parte dos personagens principais de Men of Tomorrow: Joe Simon, Milton Caniff, Harvey Kurtzman, C.C. Beck, Neal Adams, entre outros. Apesar da maior parte dos papos girar acerca de materiais e processo criativo, não negando o nome do livro, sempre sobra espaço para um comentário de época, uma historinha mais saborosa: por exemplo, Joe Simon conta que René Goscinny alugou um combinado seu em Nova Iorque na década de 1950, onde não teve sucesso, o que o levaria a voltar para seu país natal e criar o personagem mais famoso da França, Astérix. Também é divertido ver a maneira condescendente como todos os entrevistados tratam Stan Lee, que eles conheceram pela primeira vez quando ainda era pouco mais do que um office boy. Ao contrário de Men of Tomorrow, Shop Talk não é indicado para o público mais amplo, apenas para quem se interessa bem mais sobre os meandros do mundo dos quadrinhos.


shop talk

Men of Tomorrow tem edições em língua inglesa em pelo menos 3 países diferentes e foi publicado no Brasil pela editora Conrad como Homens do Amanhã. Shop Talk foi publicado pela Dark Horse em 2001 e é difícil de encontrar fora da internet.

Escrito por Rafael | 01:42 AM | Comentários (2)

novembro 17, 2006

Me engana que eu gosto

Chamou minha atenção o sucesso recente de dois filmes, um em circuito mundial, outro restrito aqui á Austrália: Borat e Kenny. O que eles dois têm em comum, além de terem nomes próprios por título? São o que os preguiçosos tradutores brasileiros já batizaram de mockumentaries, ou seja, documentários-mentira, para ficar na expressão popularizada pela Casseta Popular. Documentários onde ou o tema ou os personagens que apresentam não existem; são de ficção.

Não vi nenhum dos dois filmes.

Borat é um repórter do Cazaquistão interpretado pelo humorista judeu inglês Sacha Barton. As piadas decorrem de uma mistura da ridicularização de costumes do interior da Europa -- na mesma linha daquele texto sobre a Molvânia que saiu no primeiro número da revista Piauí -- com a surpresa causada pela reação das pessoas ao que elas acreditam ser um repórter de verdade. Kenny é um operário que chefia uma empresa de aluguel de banheiros portáteis e o documentário gira em torno do tipo de agruras pelas quais um provedor e limpador de banheiros passa. Como Borat, Kenny também causou surpresa pela reação provocada nas pessoas ao verem seu filme: Kenny tornou-se uma espécie de símbolo dos valores australianos, um perfeito representante masculino das classes trabalhadoras contra o politicamente correto e o metrossexualismo (quem não viu, não imagina o estrago que Beckham fez na estética masculina bretã).

Tudo isso seria muito bacana se tivesse ficado por aí, mas as piadas parecem ter se espalhado demais. Muitas pessoas, cativadas pela figura afável, faziam questão de cumprimentar Kenny, ou melhor, o ator caracterizado como ele, em sessões especiais conduzidas na sua presença, acreditando que ele realmente existia fora das mentes de dois produtores malandros. Borat se vale do guarda-chuva do humor para fazer piadas sobre judeus, mas sabe-se que qualquer outro humorista que fizesse o mesmo sofreria perseguição política. Não se pode deixar de enxergar também um certo preconceito de Sacha Barton no tom das piadas, afinal ser pobre ou exótico ou conservador não te torna automaticamente motivo de escárnio.

O humor encoberta tudo? Humor justifica tudo? Até que ponto vale a pena engabelar o público para revelar uma verdade maior? A ironia já não está tão disseminada que passou a ser tomada como verdade por muita gente? O que é mais importante para você, não ser enganado ou se divertir?

Como diria Harvey Kurtzman, todo mundo está mentindo. Inclusive eu.

Escrito por Rafael | 03:30 AM | Comentários (7)

novembro 15, 2006

A nota que todo mundo que mora fora quer um dia fazer

Pode ir armando o coretoe preparando aquele feijão preto
Eu to voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, muda a roupa de cama
Eu to voltando
Leva o chinelo pra sala de jantar...Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar porque eu to voltando
Dá uma geral, faz um bom defumador,enche a casa de flor
Que eu to voltando
Pega uma praia, aproveita, ta calor,vai pegando uma cor
Que eu to voltando
Faz um cabelo bonito pra eu notar
que eu só quero mesmo é
Despentear
Quero te agarrar... pode se preparar porque eu to voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som,estréia uma camisola
Eu to voltando
Dá folga pra empregada,manda a criançada pra casa da avó
Que eu to voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar... Quero lá.. lá.. lá.. ia.....porque eu to voltando!

mas calma, que é só para as festas de final de ano, não em definitivo

Escrito por Rafael | 10:44 PM | Comentários (2)

Simpatias

(Só pra não perder o hábito de roubar posts alheios: esse veio do Farofa na neve.)

Vejo que muita gente entra aqui procurando por simpatias (boooh...).
Imagino que já descobriram que sou uma das melhores no assunto e assim, num rasgo de generosidade, decidi revelar algumas daquelas que mais fizeram sucesso pela sua simplicidade e eficácia:


SIMPATIA PARA FAZER MARIDO PARAR DE RONCAR:
Numa noite sem lua, espere seu marido se adormentar e deixe ele roncar por sete minutos. Neste momento, dê um pulo em cima dele tomando cuidade de mirar bem o meio das costelas e alí, com os joelhos juntos, faça a seguinte operação: com a mão direita tape bem o nariz e, com a esquerda, a boca (só vai dar certo se não deixar nenhum espaço para a entrada/saída do ar) contando até 236 bem devagarzinho sem se preocupar se ele se agita pois isso é somente uma reação natural devido ao seu desejo inconsciente de querer continuar a roncar.
Seja simpática com a Polícia que virá te acusar de homicídio e reze três bumba-meu-boi e dois eu-vou-festejá prá não pegar uma companheira de cela sapatão que ronca e dá pum.


SIMPATIA PARA GANHAR DINHEIRO FÁCIL:
Numa sexta-feira, às 3 da tarde em ponto, coloque no congelador um bico de pão adormecido e deixe por uma semana. Na sexta-feira seguinte, enrole e bico de pão no pé de uma meia fina de nylon e faça um nó. Corte e meia com uma tesoura virgem na altura da batata da perna e enfie na cabeça de modo que cubra todo o rosto e o bico de pão congelado fique bem no cocuruto. Saia de casa e assalte um banco ou uma joalheria ameaçando de fazer explodir a bomba virológica que você traz na cabeça: o pessoal é otário e acredita em tudo! Ninguém vai imaginar que aquele bico de pão serve somente para deixar você de cabeça fria durante o assalto.Pegue o saco com dinheiro e compre uma mansão em Brasília assim, quando a grana acabar, você pode muito bem se candidatar a um cargo no governo.
Ah, ia esquecendo: seja simpático(a) durante o assalto e o mandato.


SIMPATIA PARA NÃO SER TRAÍDA PELO MARIDO
Case um um homem feio, pobre e que não goste de transar. Importante também é que não seja simpático.
Se não adiantar nada, seja simpática com todos os outros homens.


SIMPATIA PARA NÃO SER TRAÍDO PELA MULHER
Não case.


SIMPATIA PARA PREVENIR OLHO-GRANDE
Onde quer que você vá, leve uma confecção spray de pimenta. Quando o olho grande aparecer, vaporize-o.
Swissshhhh....


SIMPATIA PARA CONSEGUIR TRABALHO
Compre um maço de velas brancas, acenda três em cima de uma mesa de madeira, sem nenhum pires por baixo, colocando ao redor todos os jornais que você comprou para procurar emprego. Saia de casa deixando as velas acesas e volte depois de doze horas.
Dá o maior trabalho limpar toda a sujeira do incêndio.


SIMPATIA PARA ATRAIR ALGUÉM
Em uma folha de papel higiênico (virgem) escreva o nome da pessoa que ama. Coloque em cima um pedaço de carne (melhor se filé mignon) e deixe do lado de fora da janela por 7 dias.
Ao fim dos sete dias, compre um baby-doll preto e transparente, passe na casa do seu amor e chame ele para ver a sua coleção de moscas varejeiras.
A simpatia não funciona se naquele dia você estiver menstruada.
Seja simpática.


SIMPATIA PARA NÃO SER ASSALTADO (somente para quem mora no Rio de Janeiro)
Numa noite de lua cheia, vá até o Corcovado. Suba no Cristo Redentor, se equilibre no braço e caminhe até chegar no meio da mão. Se jogue segurando bem a bolsa ou carteira.
Sorria e seja simpático enquanto estiver caindo.

Acredite. Dá tudo certo.

Escrito por Rafael | 10:25 PM | Comentários (2)

novembro 13, 2006

Santô

Para comemorar o centenário, dois livros escritos por Santos=Dummont que podem ser baixados de graça do Domínio Público: O que eu vi, o que nós veremos e Os meus balões.
Aproveita que está por lá e pega também O Rio de Janeiro do meu tempo, de Luis Edmundo.

Escrito por Rafael | 10:46 PM | Comentários (0)

novembro 10, 2006

Cingapura em meio dia

O que se faz com meio dia livre em Cingapura? Eu pecorri os shoppings da Orchard Road e as bijuterias de ouro do Mustafá Center, passeei por Little India (por acaso, era ano novo hindu) e terminei no mítico Raffles Hotel. Mas haviam ainda outras opções.

Escrito por Rafael | 03:51 AM | Comentários (0)

novembro 09, 2006

Depois que viaja, atenta-se para essas coisas

Alguém por aí sabe a diferença entre uma boate na Suécia e uma no norte da Inglaterra?

Atualização: anglo-saxões são muito ruins de contato físico. Qualquer esbarrãozinho já pedem desculpas -- soube de gente se desculpando até no futebol. Por isso a beleza dessa história.

Escrito por Rafael | 05:06 AM | Comentários (3)

novembro 08, 2006

Outback australiano, um relato cubista (parte final. Ufa)

Portanto, quando se depara com a placa na entrada do parque propriamente dita, indicando o que não se pode e o que pode fazer, espera-se que o viajante já esteja careca de sabê-lo. Mas me adianto. Antes da entrada do parque fica o pavilhão do centro de visitantes de Karijini, magnífica construção no meio do nada hospedando uma bela e didática exposição que resume, ou ao menos tenta resumir, a importância do parque -- geológica, antropológica & ecológica. Não é pouca coisa: tradicional habitat de 4 clãs aborígenes, recanto da muito específica fauna e flora australianas, fonte de água natural e fresca, Karijini é um daqueles locais em que a natureza parece ter feito para ao mesmo tempo te abraçar dum modo acolhedor e ao mesmo tempo ameaçador, beleza e fúria, reconfortante e traiçoeira. Você só não se entrega mais completamente à amplidão dos cânions e ao frescor de suas águas por medo que venha uma chuva surpresa, uma daquelas que eleva rapidamente o nível da água dos riachos, podendo te deixar sem meios de saída daquele cenário paradisíaco.

Acampar -- não existe outra maneira de visitar Karijini, nem insista -- no parque é sinônimo de poeira: a mesma poeira avermelhada e insistente que se enfia em qualquer fresta do carro e da roupa desde, quando mesmo?, já tem uns 4 dias que eu só vejo poeira nessa viagem, desde pelo menos Karratha-Dampier. Disputa com a areia branca do deserto de Black Rock em Nevada o posto de irritação em pó mais enlouquecedora da minha vida. Também é sinônimo de mato, spinifex, calor, enfim, tudo o que precisa para compor aquele painel que evoca "aventura" no imaginário comum. Então, por que ir para lá? Alguns dos cenários mais espetaculares da Austrália, e consequentemente, do mundo justifiquem o esforço. A chance de conhecer um dos locais originais de aborígenes. Com sorte, quem sabe até topar com alguma espécie rara de cobra venenosa no caminho.

No pavilhão de visitantes, um dos textos explica que "as fronteiras do parque são dinâmicas". Se você ainda é inocente a essa altura do campeonato, uma olhadela no mapa explica: há uma mina de ferro perto da fronteira leste do parque, que aliás foi puxada um pouquinho para o lado a fim de permitir que fosse explorada. Não é preciso ser muito brilhante para imaginar que outro veio -- de ferro, de ouro -- descoberto no meio do parque bagunçaria ainda mais as fronteiras, para permitir a exploração. Não foi com outro motivo que os aborígenes foram expulsos do parque, ainda que uma meia dúzia deles trabalhe hoje como rangers (devidamente treinados pelos descendentes dos colonizadores europeus), ou atenda turistas na lojinha. A Austrália não tem o menor pudor em meter a mão nas suas riquezas naturais e explorá-las, por mais que mantenha e venda o jeitão de "selvagem" dado pela ausência de unidades turísticas comuns, hotéis, resorts, violentando a paisagem.

As duas principais áreas de recreação (sic) do parque se concentram ao redor dos maiores cânions, sobre as quais se distribuem trilhas em diversos graus de dificuldade segundo um critério bastante especializado que pode ser resumido da seguinte maneira: no nível fácil, você anda sempre num plano (mesmo que o terreno não prime pela regularidade); no médio, você tem que subir e descer escarpas de pedras, eventualmente usando as mãos para se apoiar; no difícil, além de disso você vai ficar todo molhado porque certos trechos só se atinge atravessando o leito de rios. Mas para isso, primeiramente, é preciso chegar em cada uma das áreas -- e ai de quem não tem um carro com tração nas 4 rodas nessas horas. Forçando uma barra, deu para enfiar um sportswagon na estrada assassina do parque, mas passar por cima do rio, só se alguma divindade levitasse o carro. Por outro lado, o que não falta são turistas dispostos a te dar uma carona até lá; franceses e alemães a mancheia, mas esbarrei num paulista também.

Uma placa no centro de visitantes alerta que muitas daquelas áreas eram sagradas para aborígenes e que o turista deve se comportar com reverência, apropriadamente, ao encontrá-las. Não é difícil imaginar por que. Regatos de água esverdeada, limpa e fresca, em meio à aridez insana devia ser como uma imagem do céu para os habitantes da região, 10 mil anos atrás. Dizem as letras pequenas que os aborígenes chegavam a inclusive cumprimentar formalmente a água antes de entrar; uma das piscinas naturais, hoje conhecida como Fern Pool, tem sua localização exata removida de álbuns de fotos em respeito à tradição que é alegremente ignorada pelo invasor branco, ao alegremente procurar os melhores pontos nas pedras para fazer um tchibum. De acordo com a mitologia aborígene, os cânions foram abertos não pela erosão de rochas por geleiras e subsequente compactação de detritos, mas por serpentes que caminhavam sobre a terra -- algumas das quais, ainda hoje habitariam o fundo daquelas piscinas naturais. Deve ser um pouco mais emocionante dar um tchibum imaginando que se pode ser devorado por uma serpente gigante mitológica vinda do fundo das águas. Preventivamente, resolvi usar a escadinha posta ali para entrar na água e até tomei cuidado para não espalhar muita água ao nadar.

As vistas são notáveis; nada que qualquer fotografia em table book consiga reproduzir, aquele sentimento de amplidão envolvente da natureza que, só na viagem, já havia sido experimentado tantas vezes nas praias de Exmouth, nos portos e sobretudo na estrada. Imensidão, espaço: eis a grande transformação que se processa dentro da cabeça. Ajuda a mudança mental uma adaptação do ritmo vital que o alinha praticamente ao ideal: sem luz artificial ou natural depois de 7 da noite, dormir acaba sendo a opção mais praticada antes mesmo das nove, e o corpo agradece, despertando refastelado antes das 6 no dia seguinte. Não há pressa para sair; mesmo que as trilhas mais distantes gastem uma hora de carro, o sol forte perdura até o meio da tarde e só se deixam as piscinas naturais às 3 por uma questão se segurança: evitar as chuvas relâmpago, voltar a tempo para o acampamento. Aventura, sim, mas tudo planejado com vistas a segurança, que correr risco é coisa de amador.

Descendo de Karijini em direção à sunset coast, também conhecida como civilização, pouco há de atrativo no caminho: trata-se de uma rodovia essencialmente de carga, utilizada pelos road trains, gigantescos caminhões de carga que puxam até 3 vagões. Alguns são tão largos que utilizam carros batedores à vante e à ré para que quem esteja no fluxo contrário fique a par com antecedência o suficiente para sair da frente. São a novidade nesse trecho, já que cadáveres de cangurus na beira do asfalto já não fazem mais surpresa. Mesmo nas cidades há pouco a se ver: tristes repositórios de aborígenes próximos de minas, talvez esperando o esgotamento do metal para esvaziarem (como Cossack). As mesmas arquiteturas, o mesmo inevitável pub no centro, o mesmo ar de velho oeste, a mesma vida besta de poema de Drummond. Newman, onde fica a maior mina de ferro do mundo, não é um lugar muito melhor para se viver ("não é uma cidade boa, mas a grana de lá é boa", como me disse um neozelandês), conquanto seja maior. No mais, você só quer algum lugar com posto de gasolina, de preferência a preço mais barato do que os ridículos preços do norte.

Li em algum lugar que o escritor Cortazar e sua esposa foram uma vez de Paris a Marselha, 800 quilômetros, parando em todos os postos de gasolina do trajeto -- gastaram um mês nessa pachorra. O motorista que resolva fazer o mesmo entre Karijini e Perth, quase o dobro da distância percorrida por Cortazar, não vai gastar mais do que uns 3 dias. Não é que tenham poucos postos de gasolina no caminho. Não tem é nada mesmo. E para piorar ainda passa de vez em quando um road train carregando um trator, o que te obriga a ir para o acostamento a fim de não ser abalroado: ao menos existem batedores para avisar, ao contrário dos cangurus e emas suicidas. Um australiano que tinha percorrido o país 6 vezes resumiu a parada na Circular Pool: não há nada para se ver. Um pub no centro da cidade com 3 aborígenes bebendo. Em uma das cidades, noto que meu camarada francês demonstra uma certa atração por um bairro mais detonado, destoante da assepsia & ordem características das cidades anglo-saxãs australianas (creio que o único lugar do mundo onde vi cidades de praia LIMPAS, sem gente andando farofada de areia pelas ruas, como Denham, o que me deixou amplamente desconcertado); um bairro de aborígenes. É sua experiência mais próxima com terceiro mundo, com a pobreza. Torço o nariz, dizendo que ele seria um daqueles que faz turismo nas favelas se visitasse o Rio. Ele tenta me encurralar perguntando se eu não teria vontade de conhecer a periferia de Paris, os banlieus onde os jovens de origem africana e árabe reviram e tocam fogo em carros, mas quebra a cara quando eu digo que não teria a menor vontade, hahaha. É curioso: não há acolhimento, não há ar familiar, não há hospitalidade na maioria das paradas. Muitos postos de gasolina oferecem uma caneca de café (ruim, pelo que disseram) grátis aos motoristas; os atendentes não questionam, mas também não puxam papo. Num fim de mundo chamado Cue, uma das poucas cidades que aparecem nos guias em função de seus prédios históricos bem conservados, ficamos uma meia hora no bar do centro sem que a atendente se coçasse em perguntar ao menos o protocolar de onde são, para onde vão, saudação de resto universal entre viajantes de qualquer século. Mas não. Perguntou se o francês queria açúcar em seu café, e depois de servir o café e uma cerveja para um sujeito lendo (e comentando em voz alta) o jornal do dia que tinha dois dedos da mão direita e um da esquerda meio decepados, perguntou se eu não tinha nenhum vício. A loira com um tatuagem no cóccix e piercing no lábio que conversava com ela, acocorada no balcão, nem isso.

Por essas e por outras é que, se você tiver pique o suficiente para acordar bem cedo, e se a estação ajudar com horas de sol suficiente por dia, dá para percorrer mais de 1000 quilômetros num só dia, o que te permite dormir numa cidade qualquer num raio de 300 quilômetros de seu destino, o que torna o trecho final bastante relaxante. A essa altura do jogo, quando se começa a relaxar sobre o feito de ter percorrido mais de 5000 quilômetros de carro sem, bate na madeira, ter que trocar sequer um pneu (e com uma mera reposição de óleo de motor, já planejada, não incorrendo em atraso, portanto), é que se tem a chance de esbarrar num raro exemplo de hospitalidade em Payne's Retreat, que nem bem um pouso é, somente um posto de gasolina com restaurante acoplado, por parte da velhinha que te atende e, ao te saber brasileiro, menciona que naquela noite vai haver um amistoso dos socceroos (futebolistas) contra a Argentina e, ao se despedir, pede que o Brasil não vença mais a Austrália como na copa do mundo. Respondo ironicamente que não é para se preocupar, vai ser apenas uma vez a cada quatro anos. Claro que, antes disso, ela já havia recomendado que passássemos a noite no buraco conhecido como Dawallinu onde teríamos a melhor estrutura para acampar, o que me fez me sentir muito bem, já que era exatamente onde eu tinha escolhido apenas pelo mapa. É quando se está mais inebriado por essa mistura de orgulho e auto-confiança de viajante que vem a maior lição de humildade: um jipe parado no mesmo posto de gasolina ostenta um mapa mostrando o trajeto percorrido até agora. Um mapa-mundi, com uma seta pontilhada que sai da Europa, atravessar o mar e chega na Austrália, contabilizando algumas dezenas de milhares de quilômetros que fazem os meus 5 mil parecerem merreca. Viajar é para gente grande.

Dallwalinu: até os locais se perguntam o que a gente estava fazendo ali. A menos de 3 horas de Perth, quando as defesas abaixam e parece que nem a estrada nem o país vão inventar moda nenhuma para te surpreender, quando a temperatura abaixa, obrigando a abandonar a bermuda pelo jeans e suéter, e um banho quente e um barbear cuidadoso como você não tem decentemente há dias te fazem sentir mais humano, ainda mais pela perspectiva de tomar uma cerveja ao final do dia, é hora de lembrar que se está no Velho Oeste, na colonização, num lugar ainda sendo ocupado por desbravadores e estrangeiros e descobrir que as atendentes do pub local não só são duas alemãs, como de Berlim! Acontece taõ pouca coisa na cidade que a maior diversão dos moradores jovens é visitar quinzenalmente o bar para ver quais são as atendentes novas, quase cada vez de um país diferente. A segunda maior diversão é tentar rebocar uma delas, o que quase nunca acontece, apesar delas educadamente participarem de todas as festas para as quais são convidadas, em geral as únicas presenças femininas num bando de rednecks, à parte uma prima ou irmã incauta. Uma delas confessa muita felicidade em poder bater papo conosco, dada a monotonia das conversas de mecânicos e soldadores à qual está acostumada...

O estirão do dia anterior recompensa e permite uma parada de duas horas e meia, tempo o suficiente para passear por New Norcia, uma jóia rara do sudoeste australiano em meio a incontáveis cidadelas padronizadas pela arquitetura do ciclo do ouro, pela austeridade protestante, pelas cadeias de junk food e supermercados: uma cidade fundada por missionários beneditinos espanhóis para servir de recanto aos monges, assim como a caverna de Subiaco, hoje ironicamente nome de bairro chique em Perth, serviu de esconderijo para São Benedito, que nasceu em Norcia -- por isso o nome. Pela primeira vez em 10 dias e muitos meses é a chance de ver algo com sotaque familiar, que lembre colonização católica, arquitetura colonial, cidades organizadas ao redor da igreja, população indígena convertida religiosamente feita mão de obra e outros lugares comuns a qualquer, arrisco, latino americano. Mais uma vez a leveza de um país sem história transparece: o que seria o maior tesouro histórico do estado, afinal são uns 20 prédios entre igrejas, claustros, museus, escolas, e todo o necessário para o auto-sustento dos monges (uma padaria, uma confecção, um estábulo etc), se percorre em coisa de hora e meia... Melhor poupar as pernas para a lojinha do monastério, para um dos vinhos (inclusive do Porto) ou pães e bolos feitos ali, aromatizados com azeitonas, tomate seco, passas ou frutas. Banhados num azeite local, nada melhor para servir de aperitivo para o churrasco do almoço.

A menos de 250km de Perth volta-se a ver o verde dos pastos e raros rebanhos de ovelhas, mas não há cidades erguidas ao redor de fazendas ou do chamado agronegócio. Só houve assentamento onde havia ouro. A uma distância surpreendentemente próxima do centro da cidade, se está na região dos vinhedos, neste momento extraordináriamente cheia por conta de uma das atrações turísticas programadas para promover a produção local e emprestar a possível sofisticação aos metropolitanos habitantes de Perth. Mas depois de ver golfinhos que vêm até a praia te cumprimentar toda manhã, depois de nadar com arraias de 6m de envergadura ou tubarões-baleia; depois de ler placas alertando que ondas gigantes matam e desviar de coelhos e emas atravessando e cangurus agonizando na beira da pista; depois de mergulhar em águas sagradas para aborígenes, não há teor alcoólico de vinho que te faça acreditar que se está numa cidade cosmopolita e sofisticada e não no coração do Velho Oeste, num lugar único em momento ainda mais especial, quando a briga com a natureza ainda é ferrenha, a História ainda não foi escrita e a paisagem tem tanto potencial para te inspirar quanto enlouquecer. Não é à toa que a imensa maioria dos jovens australianos prefira economizar seus tostões e passar um mês vivendo nababescamente na Tailândia ou em Bali do que viajar pelo seu próprio país.

(agora só falta colocar os links e as fotos...)

Escrito por Rafael | 04:51 AM | Comentários (1)

novembro 01, 2006

Interrupção 2, revisada

Dessa vez apenas para listar a assim chamada programação cultural disponível na aprazível cidade de Perth, capital do estado de Western Australia, apenas para o mês de novembro:

Festival Internacional de Animação Australiano -- somente três sessões; um panorama mundial e outro de trabalhos digitais, além de toda a coleção Aeon Flux.

John Butler Trio -- duas apresentações no Canecão daqui, fora dos dias nobres, o que é sinal de grande popularidade por essas bandas onde ninguém sai de casa não sendo sexta ou sábado.

Annie Got your Gun -- Musical da Broadway composto por Irving Berlin e apresentado no elisabetano His Majesty's Theatre. Melhor do que isso? Só teve uma chance esse ano, Porgy and Bess, mas essa foi em setembro.

Festival do Cinema Italiano 2006 -- com direito a retrospectiva completa do Michelangelo Antonioni, incluindo curtas raros, e vários títulos da safra recente, inclusive o último Nani Moretti e La Bestia Nel Cuore, indicado ao Oscar de filme em língua estrangeira esse ano (entregue a Tsotsi, da África do Sul) e um documentário sobre Marcello Mastroianni.

Enquanto isso esse pessoal aí lambendo os beiços com Tim Festival...

Atualização: Eduardo Carvalho explica porque começou um blog:

Eu montei um blog porque gosto de escrever e – isto é difícil admitir – de ser lido. Não sinto aquela compulsão, aquela obrigação quase fisiológica, da qual alguns artistas reclamam. Nem acho, aliás, que estou fazendo alguma coisa muito importante ou que tenho opiniões muito originais. Simplesmente acho legal. Acho divertido ir ao cinema, ler um livro, almoçar num restaurante, viajar, assistir a um jogo de tênis, e depois escrever alguma coisa sobre o assunto. É uma forma de passar o tempo. E que não substitui nenhuma atividade que gosto de praticar. Essa divisão entre escrever e viver é a mais boba. Coisas boas não se subtraem: se multiplicam.

Escrito por Rafael | 02:54 AM | Comentários (0)