« junho 2007 | Principal | agosto 2007 »

julho 31, 2007

I sent a S.O.S. to the world

Pode ser que eu esteja no Brasil na época e pode ser num megaestádio. Mas ainda não está confirmado. Por isso é que eu vou deixar para assistir em fevereiro o show da turnê de reunião do The Police em Perth -- aliás, exatamente o último show da turnê, provando que eu realmente estou na capital mais isolada do mundo. Vê-los tocar ao vivo Every little thing she does is magic é o preço que vou cobrar por ter aturado a insuportável aporrinhação da parceria do Sting com o cacique Raoni, que rendeu o pior trocadilho da década de 1980: ou a gente se Raoni, ou a gente se Sting. E para quem não sabe, nesse meio tempo Stewart Copeland andou produzindo inúmeras trilhas sonoras de filmes, entre eles Four Days in September, mais conhecido como O que é isto, companheiro?

Escrito por Rafael | 04:55 AM | Comentários (0)

julho 30, 2007

Transformers

optimus
Essa resenha explica exatamente porque eu gostei tanto de Transformers.

Escrito por Rafael | 09:41 PM | Comentários (0)

julho 29, 2007

Lona

Duro não é perder, é perder pra cubano.

Escrito por Rafael | 10:37 PM | Comentários (0)

julho 27, 2007

Capas inesquecíveis

Eerie: Drácula
Começando com um Drácula original na revista Eerie, de onde saíam as histórias publicadas no Brasil pela RGE na Kripta. Apesar de contar com bons capistas nacionais, no começo algumas capas originais foram reaproveitadas, entre elas essa daí.
Eerie: lobisomen
Mais uma Eerie, dessa vez com um lobisomen, em mais uma capa reaproveitada no Brasil. Acredito que até o jogo de cores azul e amarelo do logotipo foi reutilizado.
Creepy
A outra revita que fornecia histórias para a Kripta era a Creepy, cuja coletânea recebeu capa de Jack Davis, cartunista que desenhou para a Mad, histórias de terror, Little Annie Fanny, cabra danado que fez de tudo. Também saiu no Brasil.
Moebius
Essa foi uma das primeiras edições da Heavy Metal, ainda publicada pelos Humanóides Associados e desenhada pelo Moebius, sempre presente com histórias do Arzach. Durante vários anos tive uma camiseta branca com essa estampa.
Ranxerox
Com essa capa que Ranxerox foi apresentado aos EUA na primeira parte da história Feliz Aniversário, Lubna. Anos depois, essa mesma ilustração seria usada no Brasil, embora tenham escolhido um close para apresentar o personagem na revista Animal. Meu exemplar está autografado pelo Liberatore.
15 anos
Até hoje não sei porque essa edição de 15 anos da Heavy Metal é tão valorizada, já que o conjunto de histórias não é tão bom assim. A capa do Richard Corben, que também trabalho na Eerie e Creepy, não justifica.
Vallejo
Boris Vallejo fez muitas capas para a Heavy Metal no começo dos anos 1980. Essa edição de aniversário é a de que mais gosto, pelo movimento, pelo realismo dos detalhes a despeito do absurdo da imagem e porque eu também tenho um exemplar dessa em casa.
brasil
Durante um curtíssimo período a Heavy Metal teve uma edição brasileira, assim como hoje acontece com a Rolling Stone. Essa foi a capa da primeira edição nacional, uma ótima revista com magníficos desenhos de Juan Gimenez para um capítulo da extensa saga dos metabarões (iniciada dez anos antes, com desenhos de Moebius, como Incal) e uma história curta de Miguelanxo Prado. Mais ou menos a partir dessa época as capas se padronizaram e perderam muito do charme que tinham até 20 anos atrás.
Corben
Apesar de bastante produtivo para histórias, Rich Corben fez poucas capas -- essa é uma das melhores. Cogitei durante muito tempo estampar uma camiseta com ela.
Druuna
Primeira capa da Heavy Metal com Druuna, preferência nacional mundial e uma completa pouca vergonha. Nas edições norte-americanas rolava um reposicionamente estratégico de alguns balões para fins de censura moral.
Gullivera
Uma das últimas histórias longas de Milo Manara a receber capa: Gullivera. Também foi capa na edição brasileira, onde também escapulia da censura.

Escrito por Rafael | 02:43 AM | Comentários (4)

julho 26, 2007

A. F. B.

Criar um blog é igual a fabricar uma bomba atômica: qualquer idiota de calcanhar sujo sabe como se faz. Entro, portanto, para o clube, não com qualquer sentimento de novidade, mas de liberdade. Até porque não ando tão explosivo assim… Só sei que, aqui neste puxadinho, modesto mas limpinho, quem manda sou eu

Abram alas para o blog de Antonio Fernando Borges, que ele promete.

Escrito por Rafael | 03:02 AM | Comentários (0)

julho 24, 2007

Não, Lisandro

Não, Lisandro, você está errado. Não era inevitável e podia ser mudado, por isso tanta gente lamentando. Você pode ter cansado, mas a própria oração de São Francisco encerra pedindo "sabedoria para distinguir umas das outras". Assumir que nada pode ser mudado, a regra no Brasil, é que é dar murro em ponta de faca. É aceitar o avanço da criminalidade, da corrupção na política, da estagnação econômica. Nada disso precisa obrigatoriamente fazer parte do acidente festivo, porém crônico e permanente, chamado Brasil. Porque eu não saí fugido e quero encontrar um país, não uma favela, quando eu voltar.

Escrito por Rafael | 02:32 AM | Comentários (2)

Enrolão

Agora que já morreu, cadê meu livro sobre o ACM, Fernando Morais? E o do Paulo Coelho, que já era para estar pronto? Ou vai dizer que roubaram, que nem com o livro do Zé Dirceu?

Proposta de adesivo para vidro de automóvel: Sarney, agora só falta você.

Escrito por Rafael | 02:24 AM | Comentários (0)

julho 20, 2007

Luto

Antigamente a única saída era o aeroporto. E agora? Relaxa e morre.

Em tempo: estamos em julho e a primeira notícia sobre o Brasil que chega com destaque -- isto é: chamada principal, imagens exclusivas, matéria específicamente redigida, depoimentos de correspondentes -- aos noticiários australianos foi a contagem dos mortos aeroviários. Ano passado, foi quando o PCC fechou São Paulo. Para quem se pergunta qual é a imagem do país lá fora: é essa.
Ronaldinho, Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Ayrton Senna, Lula, isso é tudo publicidade, fogo de palha, espelhinho de índio, souvenir para tourista: vende, divulga, gera receita e tal. Mas traduz menos a a imagem do país lá fora do que o programa da Victoria Beckham em Los Angeles para a Inglaterra.

Escrito por Rafael | 12:25 AM | Comentários (0)

julho 18, 2007

Reclames televisivos

A publicidade televisiva aqui é meio estranha. A maioria das peças é ruim, mas uma ou outra surpreende pela originalidade. Isso se você aguentar a enorme quantidade de anúncios governamentais te convidando a viajar para o Northern Territory, colocar as crianças para fazerem atividade ao ar livre, se alimentar direito, doar sangue, se prevenir contra o câncer de mama e de pele e ficar consciente dos direitos aborígenes.

A peça de que eu mais gostei até agora compunha-se de várias pessoas tirando objetos pequenos do bolso, com narrativa em off, que sempre começava assim: eu tenho algo no meu bolso. Eu tenho algo no meu bolso que me leva aos lugares (e tirava uma bússola). Eu tenho algo no meu bolso que me lembra das datas (e tira uma aliança). Eu tenho algo no meu bolso que toma notas (tira um lápis). A propaganda vai num ritmo sutil, puxando a identificação do espectador com as situações descritas -- não é mostrado o rosto de nenhum personagem, somente braços e torso -- e com texto bem construído o suficiente para manter a curiosidade até o final, magistral: tira-se o bolso um celular Motorola, sob a seguinte locução: eu tenho algo no meu bolso. Mas não é uma coisa só. Na legenda, vão aparecendo progressivamente: telefone, GPS, câmera, computador. É quando a ficha cai, o Motorola é capaz de ser tudo e qualquer uma das coisas anteriormente mostradas.

Outra peça curtinha, mais interessante pela originalidade, mostra uma família terminando o jantar: os pratos de todos estão bagunçados, com seus guardanapos amassados ao lado, exceto o garotinho, com os talheres bem dispostos e o guardanapo dobrado. Texto: é difícil ser um dobrador numa família de amassadores. Na cena seguinte, ele aparece indo para o banheiro e pegando um rolo do papel higiênico anunciado. Texto: não importa se você dobra o amassa, esse é o papel higiênico para você.

Já a pior que eu vi, até agora não consegui identificar exatamente o que anunciava. Na primeira cena, uma morena bonita aparece de tailleur andando no centro da cidade e comentando algo sobre seu trabalho. Na cena seguinte, a mesma morena no trabalho: ela é uma stripper e um freguês desiste de colocar uma nota na calcinha dela. Na terceira cena ela mostra o raio do Nando's patch gum, que até agora não sei o que é, e há uma repetição da segunda cena, dessa vez com o freguês colocando um nando's patch gum na calcinha, ao invés de dinheiro. Na quarta cena, a mesma morena está à mesa com os filhos, fartamente servida com diversos pratos de frango frito da rede de fast food Nando's, especializada em galeto assado. Do frango frito, quase não se falou. O que uma rede de fast food tem a ver com strip tease? Até mesmo com mulher pelada conseguiram estragar a propaganda.

Escrito por Rafael | 01:10 AM | Comentários (0)

julho 16, 2007

Não gostou?

Sobre a vaia ao Lula, apesar da repercussão internacional, ainda não chegou no nível Sarney de ter o ônibus apedrejado, mas vai pelo caminho. Manifestações de protesto não escolhem hora nem local, por isso mesmo são de gosto questionável. Eu, por exemplo, preferiria que ao invés da vaia coletiva os cariocas tivessem protestado não dando a votação consagradora que deram no segundo turno, nove meses atrás...

Mas nem tudo que não muda é ruim.

Escrito por Rafael | 02:52 AM | Comentários (0)

julho 15, 2007

5 livros

Eis que naufraga na minha longínqua praia o convite para responder a pergunta dos 5 livros, e vindo logo de Portugal. Como eu não leio mais de um livro simultaneamente, listarei o que estou lendo, os anteriores e os futuros, mesmo que haja chance de mudança. Mais uma coisa: estou aproveitando a moradia em país de língua inglesa para ter acesso a títulos que não teria com tanta facilidade, o normal é eu ler mais livros em português. Também não reparem no viés excessivamente contra-cultural; é fase.

1) The Electric Kool-Aid Acid test, de Tom Wolfe -- depois desse, só vai faltar The Right Stuff para eu ter completado a biblioteca básica do dândi do new journalism.

2) João Cabral de Mello Neto, o Homem sem Alma e Diário de Tudo, de José Castello -- uma compilação do perfil do poeta, com destaque para a influência que cada pouso exerceu na sua temática somada ao diário das entrevistas que serviram de base para o livro.

3) Ham on Rye, de Charles Bukowski -- não há como ler Ham on Rye (publicado no Brasil como Misto Quente) ou Factotum e dizer que Bukowski era um mau romancista. Algum dia ainda escrevo um ensaio sobre suas qualidades com escritor, tentando me redimir dos mau entendidos causados por Quixotes de Bukowski.

4) The Party of the Century, esqueci do autor -- em 1966 Truman Capote deu o que era para ser a maior festa do século, um baile de máscaras. Foi. Esse livro é uma imensa reportagem sobre a festa.

5) The Joke is Over, de Ralph Steadman -- livro de memórias sobre Hunter Thompson escrito pelo seu ilustrador e parceiro de roubadas predileto.

Quase esqueço: quero saber o que Mozart e Jean Boechat estão lendo.

Escrito por Rafael | 09:55 PM | Comentários (1)

julho 13, 2007

Desenhando cegos

Faz 60 anos: convidaram os autores mais populares de tiras de jornais nos EUA para desenharem seus personagens principais com os olhos vendados. Note-se que naquela época não havia grandes efeitos especiais: todas as tiras eram em preto e branco e desenhadas a pincel. O resultado é hilariante. Trago para cá apenas duas, a do mestre Milton Caniff e a de Chic Young (Belinda):


steve canyon

Dagoberto

Escrito por Rafael | 05:05 AM | Comentários (2)

Animê na área

Essa é para o surtar: no festival do cinema independente RevFest vai ter uma retrospectiva japonesa, daquelas do fundo do baú, nada de Nausicaa no Vale do Vento: vai ter Astro Boy, Kimba o leão (de onde, dizem, os estúdios Disney copiaram muito do Rei Leão) e aquele unicórniozinho, mas o filé minhão vai ser a sessão dupla Black Jack e Metropolis, a versão animada de 1001 Noites e Cleópatra, além de uma mesa redonda. Melhor que isso, só os títulos em japonês: Kureopatora, Metoroporisu, Burraku Jakku.
E ainda vai rolar 25 anos de Pink Flamingos. Aquele, do cocô.

Atualização: descobri o motivo de tanto desenho japonês, a mostra desse ano tem por tema Foco em Tesuka, Osamu Tesuka, o maior animador japonês do pós-guerra. É parte de uma exibição que passou por Sydney e estava na galeria de arte de Melbourne quando eu passei por lá, e nesse exato momento se encontra no museu de arte moderna de San Francisco. Vi no final de semana 1001 Noites, cujo roteiro é uma costura das histórias de Aladim, Simbá e Ali Babá. É uma versão animê com traços de arte pop e trilha sonora de guitarras psicodélicas. Muito bom.

Escrito por Rafael | 04:57 AM | Comentários (0)

julho 11, 2007

Diálogos de além mar

Um sul-africano (branco): O que acontece em Cidade de Deus é verdade? As coisas são daquele jeito?
Eu: São.
Ele: Você viu Black Hawk Down?
Eu: Vi.
Ele: Aquilo é a África.

Uma ganense, brincando com uma pena de pombo: na vila onde eu nasci, não tinha papel higiênico e a gente usava penas para se limpar. Faz tempo.
Eu: Penas de qual ave?
Ela: De galinha.

Eu: Outro dia vi The wind that shakes the barley. De alguma maneira, aquelas histórias de perseguição dos ingleses, tortura de presos e guerrilha me lembrou o período militar no Brasil.
Um irlandês que já morou no Rio: pois é, eu cresci ouvindo minha avó me contar histórias como aquelas.

Melhor comentário feito por um escocês: Ele é a pior coisa que existe, um inglês que acha que é francês.

Melhor diálogo de todos:
- Why did you think Transformers was a boy's movie?
- You know, all those cars dancing and jumping around...

Escrito por Rafael | 06:00 AM | Comentários (0)

Second comic

Deu no Estadão: Patricia fez a primeira história em quadrinhos do Second Life. Parabéns, Patou!

Escrito por Rafael | 05:55 AM | Comentários (1)

julho 09, 2007

Idéias para um mercado editorial auto-sustentável

Essa matéria que saiu na Piauí sobre o mercado editorial de livros espíritas guarda a mesma carga ideológica e preconceituosa de muita coisa espalhada na imprensa. Besteira. Entretanto, como é regra na revista, a matéria é suficientemente informativa para que o leitor tire suas próprias conclusões.

Num país onde um escritor da chamada Literatura comemora quando vendo 10.000 cópias, deveria ser dada mais atenção à vendagens na casa dos milhões atingidas pelos livros ditados por espíritos. Quem compra esses livros? Quem lê? Onde compra? Será possível que uma parcela desse público não possa ser aproveitada pelo mercado não-espírita? Mais: mesmo que se respeite o código espírita, segundo o qual a receita da venda de livros deve ser dedicada à obras de caridade, e o mercado de trabalho para gráficas, diagramadores, capistas, bibliotecários, onde está? Será possível que ninguém nunca levantou esses números ou pensou nessas possibilidades?

Já estava na hora do mercado editorial começar a buscar alternativas além das leis de incentivo caso queira sobreviver e se sustentar. Livros espíritas psicografados de desencarnados famosos poderiam ser vendidos juntos com os livros famosos destes antes de desencarnarem. Livrarias espíritas poderiam ter pequenas seções não-espíritas. Existe todo um sistema ativo e auto-sustentado que poderia ajudar a habituar leitores e compradores de livros, tirando o mercado editorial da eterna dependência de um Paulo Coelho, uma Maria Mariana, uma Bruna Surfistinha.

Nas livrarias australianas existe uma divisão entre Fiction e Literary Fiction. Na primeira fica o que se rotula no Brasil de lixo, porcaria, literatura de gênero, LPB, etc. Na segunda, ficam os chamados autores clássicos, modernos ou antigos; a literatura que escapa de um gênero. Ao contrário do que possa parecer, não vai um critério de valor nessa separação. No começo achei muito curioso, mas depois entendi qual era a da parada: é exatamente a alta vendagem dos livros de Fiction que sustenta a vendagem dos livros de Literary Fiction. No Brasil, não se encontram livros nacionais que se enquadrem em Fiction, a primeira proposta para isso é a LPB. Mas primeiro há que se acabar com a idéia do livro com algo superior e um passo para isso é começar a tratar o leitor de livros espíritas como outro qualquer. Quantas vezes você não ouviu dizer que tem muita gente lendo nos ônibus e trens, mas 90% é só livro espírita? Então isso não é mais livro?

Outra vertente seriam os livros setorializados. Lembrei disso quando me deparei com uma biografia do Ronaldinho Gaúcho na seção de esportes. Será que não seria sucesso de vendas no Brasil? Eu fui no lançamento do livro que o Zico lançou quando fez 50 anos e tiveram que roubar o estoque das outras lojas porque o reservado para os autógrafos simplesmente acabou. No entanto, a biografia do Ronaldinho tinha sido escrita por um jornalista inglês, não brasileiro, e não dava para dizer que era um livro oportunista, porque reconstruía toda a trajetória do jogador, incluindo uma foto do famoso corte que ele deu no Dunga no campeonato gaúcho de 1999. Não comprei o livro do Ronaldinho, mas comprei Once in a Lifetime, The Extraordinary Story Of The New York Cosmos, uma história que sempre tive curiosidade em ler: um momento muito específico em que tentou-se implantar o futebol nos EUA e o seu time mais famoso, New York Cosmos.

O livro é genial, porque compacto e ao mesmo tempo atolado de informações que relatam como num período de 15 anos criou-se uma liga com os mais famosos nomes do mundo -- na segunda metade dos anos 1970 chegaram a jogar nos EUA: Pelé, Beckenbauer, Carlos Alberto Torres, Cruiff, Giorgio Chinaglia e George Best, entre outros -- e ao mesmo tempo não conseguiu-se criar nos espectadores o hábito de assistir ao jogo. Há doses equilibradas de análise econômica, habilidades futebolísticas, reconstituição histórica e fofocas de bastidores -- afinal, o auge do Cosmos coincidiu com o do infame Studio54. Fizeram até um documentário. Por que as editoras brasileiras não tentam despertar o interesse do público com mais títulos assim, que combinam apelo popular e interesse geral?

Escrito por Rafael | 06:48 AM | Comentários (1)

Repitam comigo:

Melhor. País. Do Mundo.

Escrito por Rafael | 01:10 AM | Comentários (0)

julho 06, 2007

Sabe tudo

Sim, tem uma coisa que Eddie Campbell faz melhor do que histórias em quadrinhos: filhas. Duas.

Escrito por Rafael | 03:23 AM | Comentários (0)

julho 04, 2007

Megan Gale (W.A. I)

Embora o caráter insular faça o estado da Western Australia mais similar à região sul do Brasil -- pela idéia de uma identidade própria dentro do país, e pela idéia que essa é a identidade "correta" do país -- o isolamente e a distância da cidade de Perth, a capital mais isolada do mundo, 4 horas de avião para chegar em Melbourne, 5 para chegar em Singapura, e esses são os lugares mais perto!, a deixam mais próxima de uma capital como Maceió, na busca de um símile brasileiro. É aquela cidade lá longe, no meio do nada, mas nada mesmo, porque tirando Geraldton e Port Hedland é tudo irrisório num estado onde há fazendas com extensão maior do que o território da Bélgica, reconhecidamente aprazível mas irrecuperavelmente provinciana, que por isso mesmo vive querendo provar que não precisa do resto.

A única maneira de fazer isso é gerando e amamentando seus próprios talentos, até que eles cresçam e fiquem famosos e provem que Western Australia não quer abafar ninguém, só quer mostrar que faz samba também, e logo em seguida se mandem para suas recém-compradas mansões de frente para o mar em Sydney ou Los Angeles. Muito poucos do que estouram continuam morando nas cercanias de Perth por opção ou proximidade do mercado; a idéia é iniciar uma série sobre os talentos gerados ou amamentados em Western Australia que transcenderam ou estão transcendendo a fama local.

Chega de papo, vamos começar logo com a modelo Megan Gale, que isso aqui anda muito desanimado e faz tempo que eu não coloco fotos. Talvez mais famosa na Itália do que na sua terra natal. Abaixo, um metro e oitenta de motivos por que.


Megan Gale:


um metro e oitenta


de motivos


para você visitar


a Western Australia


Xuá

Escrito por Rafael | 06:05 AM | Comentários (0)

Ronaldo nos Simpsons

Parada anda vendo Os Simpsons, eu também. O tema central do episódio de ontem era que Marge tinha começado a jogar um desses jogos tipo World of Warcraft pela internet, mas a história secundária era melhor: Lisa quer aprender a jogar futebol. Pereba, ela se vale do fato que Homer é o juiz para cavar faltas, se jogando. Numa dessa, quem adentra o gramado? Ronaldo, o próprio, com uniforme do Real Madrid e tudo. Ele afirma que, depois de ganhar duas copas do mundo em três campeonatos, sua missão passara a ser viajar pelo mundo denunciando floppers, exatamente o que Lisa era, catimbeiro. No final da cena, Homer manda ela levantar, iniciando uma discussão entre pai e filha. Ronaldo comenta: "mais uma família destruída por Ronaldo! Urrú!".

Confirmei nos créditos: quem dublou a voz foi o própro jogador. Evidentemente, já jogaram tudo no YouTube.

O segundo episódio conseguiu ser melhor. Bart é expulso da escola e inscrito num colégio católico. Começa a adotar os hábitos católicos. Um dia Homer vai visitá-lo e gosta muito da idéia de se libertar dos pecados através da confissão. Os dois começam a entrar num curso para se converterem. O pastor protestante explica para Marge que, se eles se convertessem, iriam para céus diferentes ao morrer. Marge sonha que morre e vai pro céu dos protestantes: ingleses, com suéter nos ombros, jogando croquet nas nuvens. Olha para o céu católico: mexicanos tocando violão e dançando. Italianos banqueteando e bebendo vinho. Portugueses apostando para ver quem vencia uma briga, Homer se divertindo loucamente entre eles. Do nada, aparece um irlandês e todos largam o que estão fazendo para entrar numa imensa coreografia de sapateado irlandês.

Marge tem uma discussão com o pastor em casa, sobre a possibilidade dos filhos escolherem sua religião depois de crescidos. Lisa apóia, dizendo que optou pelo budismo, levando o padre da escola de Bart (dublado por Liam Neeson) às risadas. Numa tentativa desesperada de impedir a conversão, Marge leva Bart à uma feira da juventude protestante.

Se tivessem o cuidado de incluir muçulmanos e judeus na história, seria a melhor sucessão de piadas sobre religião dos últimos tempos. Mas o roteiro não ficaria tão bom.

Escrito por Rafael | 01:11 AM | Comentários (1)

julho 03, 2007

Essa galera

A turma anda que anda impossível. Primeiro é o Artur Vecchi quem manda avisar:

Lancei uma nova iniciativa na Internet, a Virtual UP, uma empresa de construção em mundos virtuais. A Virtual Up é capaz de construir Showroom, lojas virtuais, objetos, cenários, produizir eventos e preparar sua mídia em mundos virtuais como o Second Life.

Quem se interessar em saber mais, pode acessar www.virtualup.com.br ,
Assistir um passeio em nosso showroom aqui: http://br.youtube.com/watch?v=MN-fL0_54J8 ,
ou nos visitar direto no Second Life usando esse link:
http://http//slurl.com/secondlife/Spherion/22/204/22/

Enquanto isso, o Flávio toca a bola pra diante, publicando em partes O Amor nos tempos do Orkut.

Escrito por Rafael | 07:21 AM | Comentários (0)