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dezembro 29, 2008
Uma frase para terminar o ano
Power corrupts and PowerPoint corrupts absolutely.
Escrito por Rafael | 02:41 PM | Comentários (0)
dezembro 24, 2008
Na área
Mais de quarenta horas de viagem, três dias de correria fechando as pontas onde mal deu para se refazer da Tailândia, e nem precisava aterrizar no Galeão: qualquer lugar que soasse como lar, onde eu pudesse reaver minha mala seria muito bem vindo. Mas como se fosse pouco, era mais uma vez a gloriosa cidade de São Sevastião recebendo um filho (pródigo?) de volta. Pelo menos 4 dias para ajustar o fuso.
Nesse intuito, insisto em ir à praia, ainda que meus olhos ardam e o corpo diga que deveria estar dormindo, acabo encontrando um amigo das antigas: eu, indo, de sandálias porém sem assoviar; ele, voltando, de bicileta e fone nos ouvidos. Imediatamente me convida para uma confraternização de final de ano com algumas amigas. Luis Eduardo me conta sobre um relacionamento potencial encerrado prematuramente por causa de uma gíria de funkeiros. Lisandro se queixa de ter sido identificado pela música Maluco Beleza. Pedro Sette pede sugestões de hospedagem para um gringo. Como um risole de camarão no Carangueijo, peço um biscoito Globo (sabor doce) na praia. Me sinto em casa, é bom estar de volta.
Tony Wheeler, o fundador do Lonely Planet, usa o termo parachute artist para caracterizar certo tipo de pessoa capaz de, ao desembarcar num dado local, ser capaz de imediatamente identificar onde fica o burburinho, qual o melhor restaurante, para onde os fluxos de gente seguem. Um talento inestimável para escritores de guias de viagem, gente sem muito tempo para ficar fazendo perguntas por aí. Um talento praticamente impossível de se desenvolver em larga escala, a menos que você faça o que o Lonely Planet ou qualquer outro guia faz: assuma que o seu ponto de vista, com os seus parâmetros e preconceitos é exatamente o do leitor e mande bala no texto.
Quando você não conhece um lugar, é possível testar seu próprio grau na arte do paraquedismo com base numa leitura prévia de um guia, da sua curiosidade, faro e experiência. Quando você conhece, cresceu naquela área ou está voltando, cada detalhe novo salta aos olhos como se estivesse destacado com marcador de texto laranja. Dentro de onde chegou meu raio de ação até o momento, as melhores novidades foram a reforma da colônia de pescadores do Posto 6, incluindo um jardim ao canto do qual uma estátua de Dorival Caymmim carrega seu violão. Na praia de Copacabana, vem fazer companhia a Drummond (sentado num banco, poucas quadras antes), Ibrahim Sued (garboso, em frente ao Copacabana Palace) e Ary Barroso (no Leme). Mas só Dorival vem da mesma safra de Braguinha, logo após o túnel velho, e Pixinguinha, na Travessa do Ouvidor, todas obras de Otto Dumovich, que há trinta anos desenhava gibis de terror para a Vecchi.
Melhor que a reforma da colônia, só o projeto piloto de aluguel de bicicletas imediatamente em frente, pelo que entendi ainda para entrar em funcionamento. Melhor do que isso, só mesmo ter descoberto uma lanchonete de esquina recém-aberta, dessas que deslumbram turistas com açaí na tigela, suco de fruta e queijo com banana, um cardápio com yakisoba. Assim a cidade até faz jus à fama cosmopolita.
Atualização: gostei menos de constatar que a estúpida moda dos óculos escuros gigantes (abelhão), que era o gás da Coca-Cola quando eu cheguei em Perth, finalmente aportou no Rio, com força. Estúpida porque deixa as donas com cara de bobo, quase sempre. Quando saí da Austrália, ensaiava-se uma transição para alguma moda nova. Isso tudo, evidentemente, é papo típico de verão.
Escrito por Rafael | 07:29 AM | Comentários (0)
De volta
Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto
Eu to voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, muda a roupa de cama
Eu to voltando
Leva o chinelo pra sala de jantar...
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar, porque eu to voltando
Dá uma geral, faz um bom defumador, enche a casa de flor
Que eu to voltando
Pega uma praia, aproveita, ta calor, vai pegando uma cor
Que eu to voltando
Faz um cabelo bonito pra eu notar que eu só quero mesmo é
Despentear Quero te agarrar... pode se preparar porque eu to voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som, estréia uma camisola
Eu to voltando
Dá folga pra empregada, manda a criançada pra casa da avó
Que eu to voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar...
Quero lá.. lá.. lá.. ia...porque eu tou voltando!
Jo Jo was a man
Who thought he was a loner
But he knew it couldn't last
Jo Jo left his home in Tuscon, Arizona
For some California grass
Get back, get back
Get back to where you once belonged
Get back, get back
Get back to where you once belonged
Get back Jo Jo
Go home
Get back, get back
Back to where you once belonged
Get back, get back
Back to where you once belonged
Ooh, get back Jo
Sweet Loretta Modern thought she was a woman
But she was another man
All the girls around her said she's got it comin'
But she gets it while she can
Get back, get back
Get back to where you once belonged
Get back, get back
Get back to where you once belonged
Get back Loretta
Go home
Get back, get back
Get back to where you once belonged
Yeah get back, get back
Get back to where you once belonged
whoooo
Get back Loretta
Your mummy's waiting for you
Wearing her high heel shoes
And her low neck sweater
Get back home Loretta
Get back, get back
Get back to where you once belonged
Yeah get back, get back
Almost heaven West Virginia
Blue Ridge Mountains, Shenandoah River
Life is old there, older than the trees
Younger than the mountains, blowin' like a breeze
Country roads take me home
To the place I belong
West Virginia mountain mama
Take me home country roads
All my memories gather round her
Miner's lady stranger to blue water
Dark and dusty painted on the sky
Misty taste of moonshine teardrop in my eye
Country roads...
I hear her voice in the mornin' hour she calls me
Radio reminds me of my home far away
Drivin' down the road I get a feelin' that I should have been home
Yesterday yesterday
Country roads...
Escrito por Rafael | 07:22 AM | Comentários (0)
dezembro 17, 2008
Indícios de uma conspiração
Quando a realidade acaba e começa a ficção? Até que ponto a força criativa da imaginação, aliada ao talento narrativo, pode transformar a realidade? Alan Moore propôs essas questões no cerne da saga de Promethea, uma história em quadrinhos sobre uma super-heroína criada exclusivamente à base da ficção.
Luis Eduardo Matta costuma gastar pelo menos um par de anos na criação de seus livros. São romances policiais, com trama complexa, ambientados em pelo menos três diferentes locações (uma das quais, eu diria invariavelmente, é o Rio de Janeiro). Mais do que o trabalho de criar a trama, desenvolver os personagens e finalmente escrever, revisar e reescrever, LEM gasta grande pare de seu tempo pesquisando informações factuais sobre cidades, ruas, logradouros e prédios onde possa construir suas cenas, não raro viajando até o local para ter uma idéia mais próxima. Ainda assim, o realismo que transparece em sua narrativa às vezes supera a própria realidade, marca esta da grande ficção: fazer ver com olhos novos; melhorar a percepção.
Seu último romance policial, 120 Horas, arrebatou leitores Brasil a fora com uma trama que circulava do Aterro do Flamengo a Beirute. Em uma crônica, Ruy Castro afirmou certa vez que gostava de viajar para conhecer os lugares onde seus ídolos escritores tinham vivido (ou alegado viver) as estripulias que colocaram nos livros, tipo o mictório onde Hemingway vomitou e coisas assim. Eu ia concluir dizendo que Matta escreve ficção, portanto não deveria ser usado como os guias que Castro propõe, mas a verdade imita, às vezes até bem demais, a ficção. Quem tem medo de Evelyn Wakim?
Escrito por Rafael | 02:17 AM | Comentários (0)
As 10 maiores festas
Só para registrar, a lista que aparece ali embaixo é tão arbitrária quanto se deseje, na linha de elencar as 10 maiores festas do mundo. Por exemplo, daria facilmente para incluir La Tomatina ou a corrida de touros de San Fermin no rol, não necessariamente limitado a dez itens. Certamente que eu gostaria de visitar um Mardi Gras em New Orleans, mas não vejo porque um carnaval em Veneza ou um ano novo em Sydney não merecessem entrar.
Escrito por Rafael | 02:10 AM | Comentários (0)
dezembro 16, 2008
Spiegelman
De tudo que o Art Spiegelman fez até hoje, provavelmente só Maus vai ficar, e ainda assim há que se perguntar o quanto disso se deve ao assunto, mais do que a arte. Outro argumento difícil de responder é o que, depois de Maus, Spiegelman nunca conseguiu fazer uma história longa -- ficou brincando com descontrução e análise da forma dos quadrinhos, mas narratica que é bom, necas. Mas tem uma coisa completamente invejável nele. Várias entrevistas têm sido publicadas, agora que ele lançou uma publicação nova, com fotos dele e do escritório dele. Vejam só essa foto de uma prateleira:

Esqueçam o boneco do Homem de Borracha ou os outros brinquedos. Em cima da prateleira, um original do Krazy Kat, de George Herriman; debaixo, um original do Popeye, de Elzie Segar.
Escrito por Rafael | 08:17 AM | Comentários (0)
50 por cento
( x ) Burning Man, Black Rock City, 2000
( x ) Carnaval, Rio de Janeiro, 2001
( x ) Tecno Parade, Paris, 2002
( x ) Oktoberfest, Munich, 2005
( x ) Full Moon Party, Tailândia, 2008
( ) Mardi Gras, New Orleans
( ) Dia de los Muertos, Mexico
( ) Fête de la Musique, França
( ) Festival de Ebindurgo, Escócia
( ) Glastonbury
Escrito por Rafael | 02:35 AM | Comentários (0)
dezembro 02, 2008
Dá para imaginar
Outro dia não sei quem foi que levantou uma hipótese, recentemente confirmada em mensagem de amigo meu transferido para Londres há poucos meses:
... as brasileiras, que alias tem uma imagem de vgabunda por aqui que e impressionante. Tem ate uma giria. Quando os caras querem que a mulher foi f.. e p.. ele dizem que a mulher “do a brazilian”. Da pra imaginar?!
Isso não passa de mais um reflexo do que eu já disse.
Escrito por Rafael | 10:09 AM | Comentários (0)
A avalanche começou
Olha só. Eu já sabia que o filme de Watchmen ia causar uma avalanche de lançamentos na esteira. O primeiro já saiu: Watching the Watchmen, uma espécie de making of da série, produzida pelo Dave Gibbons. Dei uma olhada na livraria, 90% me pareceu reprodução dos thumbnails e lápis das páginas, bem decepcionante. O melhor está logo no comecinho, os esboços de desenvolvimento dos personagens. Alguns exemplos para quem tem curiosidade.
Escrito por Rafael | 02:42 AM | Comentários (0)
Meu blog
Ivan Lessa vai começar um blog, dia 20 de janeiro. Diz ele.
Primeiro, nada de notícias tristes feito os recentes eventos na Índia, Nigéria ou Tailândia. Nada de enchentes ou Oriente Médio. Dobre a esquerda, marcha implacável da pedofilia. Sumam-se de minha presença crimes de colarinho branco ou outra tonalidade de crimes com arma branca ou de fogo. Todo e qualquer governo merecerá o desprezo a que fazem jus. Não, não, mil vezes não.
Escrito por Rafael | 12:39 AM | Comentários (0)