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abril 25, 2009

Plastic People of the Universe

Rock'n'Roll, última peça de Tom Stoppard, talvez o maior dramaturgo vivo, em temporada no Rio de Janeiro? Apenas 3 anos depois da peça ter estreiado? Dá até para achar que o Rio é a tal capital cultural que dizem por aí.

Escrito por Rafael | 04:03 PM | Comentários (0)

abril 22, 2009

À maneira do Bricabraque (diálogo)

-- Eu estive lendo aquela edição com as tiras originais do Popeye; é sensacional, muito melhor do que eu pensava, porque captura totalmente o espírito da época da depressão. A Olívia Palito tinha três pretendentes a namorados, três, como é que pode! O Popeye paga um guarda para prender o Dudu, e assim por diante.

-- Essa relação de respeito dos cidadãos com a polícia, que a gente conhece hoje, é coisa recente: vem da década de 50, não antes disso. Na época da depressão não era nada assim, valia tudo. Daí a necessidade de vigilantes, a polícia não resolvia, era preciso de vigilantes.

-- Por isso também a quantidade enorme de super-heróis que foi criada. Os super-heróis eram vigilantes mascarados. Tinha o lance da identidade secreta, dos judeus e da ficção científica que o cara fala no Men of Tomorrow, mas tinha o lance do vigilantismo porque a polícia não dava conta.

-- E até antes você já vê esse negócio, por exemplo no Krazy Kat, o rato estar sempre jogando tijolo no gato e indo preso, já dá para perceber o desrespeito pela polícia ali.

Escrito por Rafael | 01:53 PM | Comentários (0)

A Mulher do Talese

Gay Talese, cuja obra eu já li quase inteira, vai estar em Parati na próxima FLIP. Recentemente foi republicado um de seus melhores livros, A Mulher do Próximo -- só perde para O Reino e o Poder e, talvez, Unto the Sons, que eu nunca terminei --, com novas notas ao final da edição atualizando os acontecidos.

Escrito por Rafael | 10:47 AM | Comentários (1)

Oscara

Lula pode ser o cara, mas até o ex-primeiro ministro da Austrália apareceu no tal episódio de South Park.

Você sabe que é o ex-primeiro ministro australiano?

Esse tipo de referência, mais precisamente essa necessidade de se apoiar em uma referência externa, que o Lisandro chama de complexo de filho da empregada, foi brilhantemente resumida em poucas linhas pelo Pedro Sette como paraibagem metafísica.

Eu estava há meses procurando uma síntese e o melhor a que eu tinha chegado era algo como: o que é provinciano do Rio de Janeiro é provinciano; o que é provinciano de Nova Iorque, é cosmopolita.

Escrito por Rafael | 10:39 AM | Comentários (0)

abril 17, 2009

Cataplum!

Como diria o Ram, a energia é circular: acabou o de sempre, voltou o Bernardão.

Escrito por Rafael | 04:27 PM | Comentários (0)

abril 14, 2009

Concílio Vaticano II

Também por conta do enfoque jornalístico dado à coletiva de imprensa, destacando que ele não era feliz na Itália e que preferia ficar na Vila Cruzeiro, as opiniões sobre a aposentadoria precoce do jogador de futebol Adriano degeneraram no paralisante mito segundo o qual só se pode ser feliz sendo pobre, ou os pobres são mais felizes. O Brasil é um eterno Concílio Vaticano II, onde a opção pelos pobres não é preferencial -- é compulsória. Só acho estranho que essa opção seja normalmente defendida por filhos de banqueiros, jogadores de futebol que moram a maior parte do ano em mansões e até mesmo a classe média que não dispensa os serviços de um garçom, um contínuo; alguém que faça o trabalho braçal, enquanto o pessoal que mora em favelas ou subúrbios quer mesmo é uma vaga na casa do Big Brother, emprego como modelo, cantor ou jogador de futebol e telefone celular de última geração.

É claro que jogador de futebol também tem direito à crises pessoais e resolvê-las como melhor escolher; o que escapa a seus críticos foi a beleza da simplicidade que teve a decisão tomada por ele: cair fora. Desde que Timothy Leary cunhou o turn on, tune in, drop out, elevando a vadiagem à opção legítima, toda uma série de concessões aconteceu. Adriano rasgou a máscara geral, pedindo pra sair.

Resta saber quanto tempo toda essa busca pela alegria de viver vai durar. Se forem somente os 2 a 3 meses mencionados, fica demonstrado que a grave crise pessoal do jogador se resumia a umas férias mais longas, soltando pipa de pés descalços (tá vendo como era fácil administrar, Mourinho?); se ele realmente estiver em busca do algo mais existencial, não reaparece na mídia tão cedo; se reaparecer, é só mais um caso da mídia supervalorizando a falta de assunto.

Escrito por Rafael | 01:35 PM | Comentários (0)

abril 10, 2009

Genial

Transforme seu gabinete de computador num Wall-E, os russos te ensinam como.

Escrito por Rafael | 07:55 PM | Comentários (0)

É assim que se faz

Fala-se muito do Twitter, mas são poucos os que exploram bem a síntese que o mecanismo exige. Às vezes, basta mudar um sinal de pontuação. Olha que coisa linda eu achei. Leia de baixo para cima.

# Mulher seria "motivo" do sumiço de Adriano
6:38 AM Apr 6th from TwitterFox

# Mulher "seria" motivo do sumiço de Adriano
6:37 AM Apr 6th from TwitterFox

# "Mulher" seria motivo do sumiço de Adriano
6:37 AM Apr 6th from TwitterFox

# Aspas melhores: Mulher seria motivo do "sumiço de Adriano"
6:36 AM Apr 6th from TwitterFox

# As aspas originais: Mulher seria motivo do "sumiço" de Adriano.
6:36 AM Apr 6th from TwitterFox

Escrito por Rafael | 12:34 PM | Comentários (0)

abril 08, 2009

Por que?

Gisele Bundchen, Vanity Fair de maio de 2009
O que significa quando a modelo deixa de ser apenas uma figura na capa para se tornar assunto da principal reportagem? Além de ter casado com um americano, claro.

Escrito por Rafael | 02:40 PM | Comentários (0)

abril 06, 2009

Nunca mais

O blogue que eu mais curti ler nos últimos 6 meses encerrou as atividades há uma semana. Nunca mais o de sempre nunca. Como diria Poe. Citação gratuita para agradar o Daniel Pellizzari.

Escrito por Rafael | 05:44 PM | Comentários (0)

Ritual

Assim como aos muçulmanos recomenda-se ir à Meca pelo menos uma vez na vida, eu tento manter como preceito ir num show do Jorge Benjor pelo menos uma vez por ano. Sábado passado foi dia de ritual, de conferir mais uma vez a razão da simpatia, do poder, do algo mais e da alegria.

E também uma excelente chance de observar a insana espiral de estupidez em que se transformou o Circo Voador: preço inflacionado pelas carteiras de estudantes, falta de sinalização das entradas, guichês insuficientes, cambistas. O mais genial é que ninguém parece se importar muito com nada disso, ou porque teve a consciência comprada pela meia-entrada ou porque a bagunça é de tal sorte generalizada nessa área que nem ao menos se concebe a possibilidade de um sistema rápido, eficiente e seguro, e que premie quem compra antes.

A impressão que dá é que a imaginação que sobra nas músicas de Jorge Benjor, falta na hora de organizar. Aposta-se que, quando a Banda do Zé Pretinho tocar o primeiro acorde do verso "para animar a festa", tudo o mais será esquecido. Estão certos. Salve simpatia.

(Uma loirinha da platéia, de botas e com chapéu de gângster preto, falou comigo logo no começo, por isso lembrei das histórias da nota anterior).

Não, o melhor de tudo é ver jovens de 20 anos reclamando do cansaço após 2h30' de show, enquanto Jorge, do alto dos seus 68 anos, enfileirava samba-enredo após samba-enredo, sem sinais de esgotamento.

Escrito por Rafael | 10:20 AM | Comentários (0)

abril 05, 2009

Aula de inglês

Volta e meia me perguntam se eu tive algum problema de compreensão do inglês, quando morei na Austrália. Não tive. A adaptação verbal foi bastante suave, e só não foi mais rápida por causa da enorme quantidade de sotaques com a qual tive que lidar, desde o começo. Quem se queixa do sotaque australiano, deveria experimentar um papo em inglês com chineses ou indianos, sobretudo os que não dominam totalmente o idioma.

Mas a verdade é que houve, exatamente, dois casos de mal entendidos linguísticos.

O primeiro aconteceu num festival de música, três palcos simultâneos e mais de 10 horas contínuas de música rolando no gramado, ou mais precisamente na poeira do Belvoir Amphitheatre, a serem encerradas com o último show de James Brown em terras australianas.

Pois bem, aguardávamos o venerando artista quando uma loirinha -- eu vi mais loiras naquele dia do que no somatório de toda minha vida até ali -- começou a puxar papo com todo mundo ao redor, motivada pela desinibição que tão comumente se observa entre australianos alcoolizados. Superego é solúvel em álcool, dizem. Papo vem, papo vai, a menina me encara e diz:

-- Today is my birthday, so kiss me!

Mas essa tal de Austrália é muito bacana, pensei. Não estava ali há nem um mês e uma lorinha linda daquelas já vem me pedindo para beijá-la, do nada. É aqui mesmo. Um pedido incomum, mas nem por isso a ser recusado. Os rostos foram se aproximando, até que ela me interrompe meio séria, e diz:

-- No! I didn't say kiss me! I said cheers me!

O segundo mal entendido é um diálogo tão bom que parece saído de uma comédia de situações. Dessa vez eu estava voltando de uma sessão de escalada intramuros com uma amiga muito atlética, no carro dela, um daqueles modelos franceses pequenininhos que garotas adoram. Apesar de ser fim de outono, era um dia de céu limpo e sol claro em Perth. Estávamos próximos de um agradável parque. Foi ela quem sugeriu em primeiro lugar:

-- I think we should go topless.

Eu acusei o golpe, mas não deixei a bola cair.

-- Yes, I think we should. You go first.
-- No, you go first.
-- You know, I have never been topless before.
-- Really?
-- Today is sunny, a fine day to go topless.
-- Yes, certainly a fine day for topless.
-- After the red light, I will stop in that corner to open the latches.

Ela estacionou o carro numa vaga, para que pudéssemos liberar o capô -- o carro era conversível. Tirar o capô = ficar sem a parte de cima do carro. To go topless.

Considero somente uma incrível coincidência que ambos os mal entendidos tenham sido baseados em assuntos sexuais...

Escrito por Rafael | 04:06 PM | Comentários (2)

abril 03, 2009

Por definição

zona de conforto vs vida interessante

Via Edu Carvalho.

Escrito por Rafael | 02:54 PM | Comentários (0)

Sombrinha e pavilhão

Guarda-chuva automático e churros são os dois únicos itens que não sofrem efeito da inflação: têm o mesmo preço há mais de 15 anos.

Escrito por Rafael | 02:48 PM | Comentários (1)

abril 02, 2009

Coerência

Greenpeace fecha a ponte Rio-Niterói e o engarrafamento monstro descarrega 3 toneladas adicionais de gás carbônico na atmosfera.

Escrito por Rafael | 09:30 AM | Comentários (0)